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sábado, 27 de outubro de 2012

Em defesa das nozes douradas de Galamares

Sintra e a Penha Longa foram palco no ano passado do lançamento da Confraria dos Sabores de Sintra, uma iniciativa que tem como objectivo valorizar, defender e promover o diversificado património gastronómico do concelho.Tal confraria, associação sem fins lucrativos constituída no dia 22 de Dezembro de 2010, partiu da vontade de um grupo de pessoas ligadas a Sintra que pretendem fomentar os costumes e tradições da região, tendo em comum a admiração pelos seus produtos gastronómicos, pela sua cultura e história, e a ela aderiram muitos produtores locais dos mais emblemáticos produtos de Sintra: as queijadas, os travesseiros, os fofos de Belas, o vinho Ramisco, a maçã reineta, o pêssego de Colares, ou o leitão de Negrais.
Um reparo, porém: e as nozes douradas de Galamares, doce em extinção e já premiado no estrangeiro? É certo que a venda directa durante anos promovida pela desaparecida Casa das Nozes Douradas acabou, mas ainda hoje muitos visitantes procuram a casa, e sobretudo as nozes,e é sabido estarem vivas algumas pessoas conhecedoras do "segredo" e que ainda as confeccionam, sobretudo para particulares. Sugere-se à Confraria dos Sabores de Sintra que diligencie para a inclusão das Nozes Douradas no património gastronómico nela representado, e que, junto com a Câmara, a Junta de Freguesia e o comércio local, procure espaços onde essa e as demais iguarias e produtos representados possam com facilidade ser adquiridos, em feiras, mostras ou espaços permanentes, assim os divulgando e tentando viabilizar economicamente, como marca de Sintra, e da sua especificidade.

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