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domingo, 27 de novembro de 2016

Minhas memórias de Cuba





Aterrei em Cuba no verão de 1997, após uma viagem nas Linhas Aéreas de Moçambique, com a curiosidade de descobrir o socialismo tropical que um grupo de barbudos impusera em 1959 e de que a minha memória ia recheada de imagens da juventude, da iconografia do Che às canções revolucionárias e de incentivo à luta. A primeira imagem foi a de um mergulho no passado: apesar do clima quente e húmido, o aeroporto era um velho barracão, com televisões a preto e branco, alguns carros dos anos cinquenta que faziam lembrar alguns filmes americanos, turistas alguns já. Estávamos no “período especial”, quando Cuba privada do apoio russo após a perestroika ensaiava abertura no turismo e onde paradoxalmente todas as trocas eram feitas em dólares do inimigo yankee.

Havana transpirava de calor no fim de tarde, com os ritmos  do danzon invadindo as vielas, velhas de charuto arengavam e abordavam os turistas  nas calles do Malecón, numa terra onde o Che aparecia como o  Cristo Redentor no altar da Revolução e a voz de Omara Portuondo, Ibrahim Ferrer e Compay Segundo soava em alguns rádios roufenhos como um passado nostálgico mas vivo.

Não foi sem emoção que peregrinei nos santos lugares onde a Revolução fora prometida como terra do leite e do mel, ainda para mais com águas a vinte nove graus e orgíacos mojitos castigando o corpo na noite do Caribe. Como suspeitava, a revolução não vingara para lá do discurso inflamado, um povo alegre e culto mas pobre pululava nas ruas, serpenteando em torno dos turistas e dos dólares. Prateleiras vazias nas lojas e frágeis balsas para Miami eram os legados do socialismo, à mercê de tubarões na fuga para a liberdade. Comprei Cohibas e Havana Club, T-Shirts do Che, músicas do Che, livros do Che, o Che D. Sebastião dos trópicos, espectro dum socialismo que há-de vir,  o patriarca Fidel  vigiava ainda sentinela, cadáver dum socialismo latino americano. Dengosas mulheres da vida desafiavam turistas na praça da catedral, corpos escaldantes por cinco euros, sida não incluída, as trovoadas tropicais açoitavam o mar e despertavam agitados cardumes de peixes na calmaria da península de Ancón.

Por essa altura, alguns patos bravos de Sintra, pedreiros de gravata enriquecidos no boom da construção civil, enchiam os resorts e ostentavam charutos que lhes conferiam o ar de gringos europeus e novos ricos, chingando Fidel nos lobbys dos hotéis, ante o sorriso complacente mas silencioso dos empregados, muitos engenheiros e arquitectos, mas a quem o ordenado real de 37 dólares mensais e uma magra caderneta de senhas para o racionamento pouco ajudavam, encontrando alternativa nos hóteis de Varadero e Cayo Largo

A noite do Tropicana pareceu-me demasiado turística, melhor a simpatia dos pequenos bares na zona velha, onde pontificavam miúdos pedindo lembranças, atraídos pelo  dólar salvífico. Um placard que retive proclamava, seguro.”200 milliones de niños en el mundo duermen hoy en las calles.Ningún es cubano”.


Recordo um povo alegre e musical, o som inebriante de El Bodeguero, de Richard Egues, a minha música cubana favorita, as trovoadas tropicais no mar do Caribe, as noivas de Cienfuegos, o calor e a canchancha de Trinidad, cidade de escravos e da cana do açúcar, os supermercados vazios as águas cristalinas e  tépidas.


Uma nota de humor: num bar de colmo na Marina Hemingway, certa noite, com uma tempestade tropical a aproximar-se, num palco improvisado três cegos com óculos escuros cantavam os hinos da revolução, anunciando os amanhãs que cantam a três dólares, solo monedas, compañeros, non tarjetas. O som familiar das canções que  galvanizado entoara em anos  já passados, tornaram-nos nostálgicos. Três mojitos e seguímos embalados com “tu, querida presencia, Comandante Che Guevara”. 

No fim, chapéu circulando, e lá caíram três dólares para a revolução, cegos, mas dignos, e com talento, pensámos,  entregando os solidários dólares. No dia seguinte, após um jantar num paladar, espécie de restaurante em casa de famílias a quem ao de leve era permitido o que hoje chamaríamos de empreendedorismo, e onde comemos lagosta grelhada na chapa e apanhada na hora, voltámos a um bar do Malécon. Sem óculos escuros e com umas camisas estampadas, lá estavam os três cegos da marina, vendo perfeitamente e cantando, “hasta la victoria, siempre”.Nada como Cuba e a Revolução para até os cegos voltarem a ver, milagre do socialismo  real a três dólares por cabeça.


  



sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Lembrar o 25 de Novembro



Há 41 anos Portugal era um caso perdido para Kissinger e os americanos, que consideravam Mário Soares o Kerensky português. Lembro bem esse Verão Quente de 1975 onde a esquizofrenia duma democracia à deriva pautava a nossa vida diária, entre a utopia dos amanhãs que cantam e os interesses das potências numa fase ainda de dolorosa experiência com a descolonização.
Andei por Lisboa a romper o estado de sítio e o recolher obrigatório decretado por Costa Gomes, participei activamente na vida estudantil desse período, de saneamentos, passagens administrativas, serviços cívicos e dias de trabalho para a Nação, de juramentos de bandeira guevaristas e de balcanização de Portugal no jogo das potências da Guerra Fria. Os cravos murcharam, a normalidade instalou-se e, bem ou mal, lá encetámos o único caminho que hoje me parece ter sido o mais razoável, embora já não voem gaivotas nem nos juntemos em cantos livres. Disse Jorge de Sena, um pouco cinicamente, "Quem não é revolucionário aos 20, é porque não tem coração. Quem é revolucionário aos 40 é porque não tem cabeça".No entanto, a revolução que se tem de continuar a fazer é sobretudo a da cabeça, a das mentalidades, limpando fantasmas e varrendo fados sebastianistas, descolonizando a memória sem medo do futuro, que, definitivamente, já não é como era.
A geração de hoje não guarda senão uma memória atónita do que se passou em 74-75, talvez porque também não saiba o que foi Portugal de 1926 a 74. Toda a acção tem uma reacção, é da História, e esta está ainda por fazer, a que farão os que despidos de emoção olharem para ela com um conjunto de fact checks ou assunção de não verdades, como está na moda dizer. Para mim, insatisfeito mas não desiludido, entendo que todos os dias se faz a revolução, na mudança de atitudes, no respeito pelo Outro e pelo diferente, na assunção de que o Nós não pode engolir o Eu e vice-versa, na resistência quotidiana a unanimismos e verdades feitas. No tempo das redes sociais, à revolução que fez Portugal renascer, embora com escolhos de percurso, definitivamente eu ponho um like. LOL.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Os reis de Portugal pelo buraco da fechadura


Tirando D. Pedro V, de quem não se conhecem casos, e que terá morrido virgem, bem como sua esposa, Estefânea, os nossos últimos reis eram particularmente atraídos pelo sexo oposto.
De D. Fernando, que terá tido vários casos ( com uma corista francesa do desaparecido Teatro D. Fernando, Pauline Chevalier, uma costureirinha francesa do Chiado, Charlotte Hanriot, além de Elise Hensler, com quem depois casou morganaticamente e fez condessa), até D. Manuel II, vários são os casos de que a petit histoire nos deixou registo.
D. Luís I, após o nascimento do infante D. Afonso, teve as suas aventuras. D. Luís teve várias amantes descaradas, que andavam atrás do seu dinheiro. Amigo  da   boémia  e  muito  mulherengo,  olhava  intencionalmente  para  as  damas  nas  corridas  de  cavalos,  nas  touradas  e  teatros.  Sob  o  pseudónimo  de  Dr. Tavares,   escapulia-se  de  noite  na  companhia  do  Dr.  Magalhães  Coutinho,  médico  do  paço  e seu secretário  particular,  para  se  encontrar  com  as  amantes.  Dessas  aventuras  amorosas,  destaca-se  a  que  manteve  com  Rosa  Damasceno,  célebre actriz da época.  Com  base  na  interpretação  do seu  testamento,  é  de  crer  que  o  rei  tenha  tido  também  uma  relação   com  uma  mulher  de  nome  Marina  Mora,  e  que  um tal Pedro  Luiz  Antonio  Pretti  fosse  o  fruto  desses  amores;  se  assim  não  fosse,  estranho  seria  o  facto  do  rei  português  lhes  deixar  a  terça  parte  da  sua  fortuna,  o  que  constituía,  sem  dúvida,  uma  pesada  quantia  que  não  seria  seguramente  legada  senão  a  pessoas  muito  íntimas  do  rei,  que  inexplicavelmente   não   contempla   naquele   documento,   nem   o  pai,   o   rei   D.   Fernando,  nem  sua   esposa, Maria Pia de Sabóia.
Esta  tinha  conhecimento  das  aventuras  amorosas  do  marido, mas  condescendia,  denominando-as  com  benevolência  "divertimentos  de  fóra  de  portas".  No  entanto,  há  alusões  ao  facto  do  rei  D.  Luís  levar  ao paço  da  Ajuda,  pela  calada  da  noite,  pelo  menos  a   actriz   Rosa   Damasceno.  Perante  a   situação,  certa vez a  rainha terá  tapado  com  um  lenço  de  rendas  o  buraco  da  fechadura  do  aposento  onde  a  amante  do  rei  era  recebida.
Também D. Carlos usufruiu do sexo feminino. Quando ia para Cascais de férias, era frequente vê-lo na Boca do Inferno, onde amíude ficava à conversa com as donzelas e as damas. Das suas aventuras, conhecem-se casos com a condessa de Paraty, a viúva de César Viana de Lima e a condessa da Guarda. O caso mais conhecido e ao mesmo tempo misterioso terá sido o que terá tido com uma tal Maria Amélia Laradó e Murcia, com quem teve uma filha, nascida a 13 de Março de 1907 (Maria Pia) baptizada em Madrid, no Hotel Paris, com o seu nome registado como progenitor. 
D. Manuel, como filho de D. Carlos, não podia também deixar de ter as suas aventuras. Em 1909, durante uma visita oficial, conheceu em Paris no teatro Capucines a actriz e bailarina Gaby Deslys com quem teve uma relação duradoura, que foi pública, tendo-a trazido a Sintra e Lisboa em Março de 1910, e ficando mesmo alojada no Palácio das Necessidades.A oferta de um colar de pérolas de 70.000 dólares foi mesmo reportada pela assanhada imprensa da época, incluindo a americana. A rainha mãe, D. Amélia, não gostava nada desta relação e tinha medo que D. Manuel tivesse intenções de ter uma vida amorosa tão intensa como a do pai. Depois de deposto, em 1910, continuaram a ver-se em Londres, mas D. Manuel acaba por casar em 1913 com Augusta Victória de Hohenzollern- Sigmaringen, e Gaby continuou a espalhar glamour e a ter casos amorosos, acabando por morrer prematuramente com um tumor na garganta, em 1920, aos 38 anos.
 Gaby Deslys, a amante de D. Manuel II

sábado, 19 de novembro de 2016

Personalidades notáveis que moraram e estiveram em Sintra


Muitos foram os estrangeiros que escolheram Sintra para residência, ou para visitas prolongadas. Se no século XIX temos o exemplo de Beckford, Byron ou Francis Cook, no século XX muitos foram os atraídos pela serra lunar. Alguns exemplos:
TENNESSEE CLAFLIN
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Tennessee Celeste Claflin, Lady Cook, segunda esposa de Francis Cook e Viscondessa de Monserrate, nascida em 1843, foi uma sufragista americana e uma das primeiras mulheres a abrir uma firma de correctores em Wall Street. Empenhada no movimento sufragista, foi igualmente um dos rostos pela legalização da prostituição nos Estados Unidos.
O casamento com Francis Cook foi infeliz, embora nas deslocações a Portugal predominasse do casal uma visão aristocrática e filantrópica por parte dos locais. Cook morreu em 1901 e Tennie a 18 de Janeiro de 1923, com 77 anos, em casa da neta, Lady Utica Celeste Beecham, em Inglaterra, sem testamento.
CHRISTOPHER ISHERWOOD
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No Natal de 1935 Christopher Isherwood e Stephen Spender, escritores da chamada Geração Auden, que incluiu W. H. Auden, Louis MacNeice, Cecil Day-Lewis e Stephen Spender viveram por algum tempo em Sintra, daí resultando um livro publicado apenas em 2012, em italiano. Isherwood, nascido em Inglaterra, foi o autor do famoso Adeus a Berlim, que serviu de base ao filme Cabaret, de Bob Fosse, bem como de Um Homem Singular e Encontro à Beira Rio. Em Sintra viveu na Vila Alecrim do Norte, em S. Pedro.
ADRIAN CONAN DOYLE
Der berühmte englische Schriftsteller Conan Doyle der berühmte Veter der bekannten Cherlock-Holmes-Romane ist, 71 Jahre alt, in London gestorben.Unser Bild zeigt den berühmten englischen Schriftsteller Conan Doyle bei der Arbeit an seinem Schreibtisch. Stehend sein Sohn Adrian Doyle.
Também a família de Sir Arthur Conan Doyle, o “pai” de Sherlock Holmes, viveu em Sintra, nomeadamente a irmã, Annette, em Portugal desde 1890, onde foi governanta, e o filho mais novo, Adrian (na foto com o pai) que por cá esteve na década de 50. Playboy e caçador reputado, continuou alguns livros de Sherlock Holmes depois da morte do pai, passando algumas temporadas na Quinta da Bela Vista
ALEISTER CROWLEY
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Em Setembro de 1930, Aleister Crowley, conhecido satanista inglês, vem a Portugal conhecer Fernando Pessoa, que lhe fizera uma carta astrológica, e aí terá ficado instalado no Casal de Santa Margarida, propriedade do representante da Shell em Portugal. Alegadamente terá vindo jogar xadrez.
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Escreve Crowley no seu diário em 25 de setembro de 1930: Sat[urday] 20. She left by Lloyd Bremen And I get on with the Job. To Cintra Hotel Europe by 1.48.“Armstrong” Amer[ican] Consul: she said the most wooden headed idiot, even for a consul (USA) she had ever known. I agree, and add “the kind of bastard that cheats at cards even when he has a winning hand, and no stake in the game”. Cintra perfectly gorgeous. Long starlight walk.Two games with Pellen. Lost first through trying to win a drawn position.
STEFAN ZWEIG
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De visita a Portugal em Fevereiro de 1938, Zweig, que depois se suicidou no Brasil, esteve com Ferreira de Castro em Sintra. A sua vinda terá estado relacionada com recolha de dados para o seu livro sobre Fernão de Magalhães.
CONDES DE PARIS
A Quinta do Anjinho, na Abrunheira, foi descoberta pelo embaixador de Espanha em   Lisboa,  Nicolau  Franco.  Tinha-a, aliás, proposto ao conde de  Barcelona,  pai  do  actual  rei  de  Espanha,  que  rejeitou  a  ideia  por  ser  muito  grande e, sobretudo, estar longe do seu querido golf do  Estoril.
Os Condes de Paris instalam-se definitivamente  na  Quinta  do Anjinho,  em  Março  de  1947,  e  é  a  partir  desta data que a história da Quinta se mistura com a  história da família, príncipes, reis sem coroa e membros  das  grandes  monarquias  europeias  que  encontram em Portugal um refúgio real. Em 20 de Janeiro de 1948 nasceu Thibault, o mais novo dos príncipes de França. Pouco depois recebem a visita do Rei Leopoldo da Bélgica. No baptismo, foi seu padrinho o rei Humberto de Itália e madrinha a rainha D. Amélia, então exilada em França. Convidados foram todos os  príncipes  que viviam em Portugal.
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Nas festas que os Condes de Paris davam em casa, o fado tinha quase sempre lugar cativo: Amália Rodrigues era presença regular tal como  a  condessa  de  Sabrosa,  D.  Maria  Teresa  de  Noronha.  Sobre o tempo  que  aqui  viveu,  num  eixo  que  ligava  Sintra  Lisboa, Cascais e Estoril, a Condessa de Paris deixou nas suas memórias sobre a vida em Portugal: «entre todas as famílias reais, o exílio teceu laços fortíssimos e quando nos encontrarmos, agora que nos dispersámos todos,  não  conseguimos  nunca  deixar  de  evocar esta época da nossa vida com saudade».
ROY CAMPBELL
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O poeta sul africano Roy Campbell viveu em Galamares em 1952 e no Linhó em 1956 e deixar-nos ia um relato confessadamente pessoal e afectivo, intitulado simplesmente
“Portugal”, do seu  envolvimento  com o nosso país, as suas gentes, paisagens, actividades, costumes e tradições.  Como escreve na Introdução, I have not tried to write a travel book, or a guide book, or a text book about  Portugal. This is a personal book, about a country which I love and admire and about a people among whom I can number countless friends in all walks of life. […]
Terá morado na Quinta dos Bochechos, manifestamente próximo da Ribeira das Maçãs, ([…]. On my Quinta dos Bochechos, near Sintra, where we had an inexhaustible water supply and could irrigate the whole farm in  fifteen minutes, my wife and I had the delight of growing our own bread on ten acres of virgin soil which  we cleared of scrub, so that the finest corn in the whole district, according to the Government threshers at  Varzea [sic], was grown by us.” (Campbell, 1956), e em Galamares, numa casa cor de rosa, segundo Joaquim Paço d’Arcos (perto do actual picadeiro)
Escreveu ele “It is one of the few faults of […] the Portuguese, that they drink more per head than any other people in  the world, including Scots, Irish or American, but they’ve got it growing on their doorstep, and they can  stand up to it better than most of us can. But on Sundays you can see some of them shepherding invisible sheep along the main roads, from side to side: so, on Sundays, you motorists should drive carefully in Portugal.”
Por infeliz coincidência, Campbell seria precisamente vítima de um acidente rodoviário mortal, no domingo de Páscoa de 1957,perto de Setúbal, sendo o carro conduzido pela esposa.
Em Portugal escreveu uma nova versão da sua autobiografia Light on a Dark Horse e ainda Lorca (1952) , traduziu o Primo Basílio para inglês, e escreveu ainda  The Mamba’s Precipice (1953) Nativity (1954)  e Portugal (1957)
GLORIA SWANSON
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Esta actriz americana chegou a ter casa no Rodízio, e frequentava a Praia das Maçãs com frequência. Estreou como figurante, no filme The Song of Soul, em 1914 e actuou em diversas comédias de Mack Sennette. Em 1922 entrou no filme mudo Beyond the Rocks com Rodolfo Valentino.
Em 1950, actuou em Crepúsculo dos Deuses dirigida por Billy Wilder onde interpretou “Norma Desmond”, uma actriz do cinema mudo incapaz de aceitar o esquecimento. Gloria Swanson interpretou-se a si mesma no seu último filme Aeroporto 75, de 1975. Segundo a revista de sábado do DN de 16 de Julho de 2011, “Diz-se que a primeira vinda a Portugal se deveu ao desgosto de ter perdido o Óscar para Judy Holliday. Gloria não perdoou a Hollywood a ingratidão, e desde então as suas aparições rarearam limitando-se a alguns peplum italianos e espectáculos na Broadway. (…)Hoje, ninguém sabe que a Praia das Maçãs era frequentada por uma das derradeiras divas. Gloria caminhava discreta pelas arribas para cá e para lá, ladeada pelo sobrinho, oculta por lenços violeta e óculos negros de grandes aros. Dispensava o social e as abordagens de algum fã mais atento. Não dispensava o blush. À tarde, preferia os toldos e as esplanadas às festas dos nobres da vila. Gostava de amêijoas e de tremoços. Apreciava a humidade e a bruma, o eléctrico, os pescadores empoleirados nas rochas e os berros das gaivotas. Lia Eça, Byron e Rimbaud. Escrevia poemas a lápis de cor que rasgava logo a seguir ou pegava-lhes fogo.Consta que terá passado uma noite inteira de insónia na varanda a contemplar o oceano e a beber moscatel. Gloria chegou a Nova Iorque doente e as praias de Sintra foram as suas últimas férias.(…)”
PIERRE SCHLUMBERGER
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Pierre Schlumberger foi presidente da Well Surveying Corporation, com actividade em Houston e sede em Curaçao, desde 1956. Seu pai, Marcel e seu tio Conrad haviam iniciado os proveitosos negócios da Schlumberger em 1927.Petróleo, equipamentos eléctricos, mais de 343 milhões de dollares em vendas só em 1966, era apenas parte do império construído em quarenta anos.
Magnata francês do petróleo e herdeiro de uma das maiores fortunas do mundo, conheceu a mulher, a portuguesa São num jantar nos Estados Unidos, em 1961. Foi amor à primeira vista, e ambos casaram em Houston. A cerimónia foi simples e discreta, ao estilo dos Schlumberger – uma família protestante que cultivava a frugalidade apesar se ser das mais ricas de França -, nada condizente com as estridentes e propaladas festas que São haveria de dar mais tarde ao longo da sua vida. Como o grande baile “La Dolce Vita”, em 1968, que São organizou na Quinta do Vinagre, em Colares, a casa onde passavam férias de verão, na mesma semana em que os Patiño deram a sua grande festa. Segundo se conta, São não queria ficar atrás da sua rival Beatriz Patiño, que desdenhava dela. Por isso organizou uma festa na ambição de ser tão grande e imponente como a dos Patiño, onde estiveram presentes 1200 pessoas num desfile de luxo, celebridades e fama. Viviam entre Houston, no Texas, onde era a sede da petrolífera Schlumberger, Paris e Colares.
Pierre tinha uma vasta coleção de obras numa colecção que incluía muitos Picasso, Braque, Monet, Degas, Bonnard ,Rothko, Rauschenberg e Lichtenstein, e acabou por se tornar grande amiga de Andy Warhol. A senhora Schlumberger foi a única portuguesa com um retrato seu pintado por Warhol e por Salvador Dali, outro artista que ficou seu amigo. Em 1969, apenas um ano depois do grande baile em Portugal, Pierre teve um AVC durante umas férias em Portugal. Em 1984 Pierre teve novo AVC, para falecer 14 meses depois.
PAUL MORAND
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Paul Morand (Paris, 13 de março de 1888 – Paris, 24 de julho de 1976) foi um diplomata, novelista, dramaturgo e poeta francês, considerado um modernista. Foi membro da Academia Francesa. Apaixonado por Sintra. Visitante de Sintra, escreveu em 1959 O Prisioneiro de Sintra, cinco contos em torno de uma família aristocrática residente em Sintra. Escreveu igualmente “Lorenzaccio”, onde o personagem,Tarquínio Gonçalves, o proscrito de «Lorenzaccio», teria sido visto em Portugal como um ofensivo retrato de Oliveira Salazar. Em 1956, numa entrevista a Stéphane Sarkany, Paul Morand fez esta revelação surpreendente: Construí a personagem de «Lorenzaccio» inspirando-me num amigo meu, um jovem português que era o chefe dos pederastas de Lisboa. Divertiu-me transformá-lo num ditador, isto dois anos antes de Salazar ter aparecido e quando Portugal estava muito longe da ditadura! Mas os Portugueses julgaram que eu tinha feito um retrato de Salazar, e andámos de candeias às avessas durante vinte anos.
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Este escritor, este diplomata de carreira, esteve quinze anos sem voltar a Portugal; teve vistos de entrada negados pela polícia política portuguesa e o seu amigo José dos Santos, director da Casa de Portugal em Paris, fez-lhe saber que era persona non grata no nosso país. Mas tão forte azedume de fronteiras teria sido alimentado por uma associação directa entre a personagem Tarquínio Gonçalves e Salazar.
Escritor, diplomata e académico (no fim da vida), Paul Morand (1888-1976) é uma figura desagradável da literatura francesa. Não tanto pela sua colaboração com o regime de Vichy (a que aderiu voluntariamente, abandonando as funções diplomáticas em Londres em 1940 e aderindo ao governo de Pétain, que o nomearia ministro plenipotenciário em Bucareste) mas pela sua personalidade intriguista e mesquinha. Tendo convivido de perto com a maior parte dos escritores (e não-escritores) homossexuais franceses, como Proust, Gide, Cocteau, aproveitou todas as ocasiões para os criticar e para exaltar a sua pretensa virilidade e a sua paixão pelas mulheres, o que, dada a insistência com que o faz, não deixa de levantar suspeitas sobre o carácter das relações que manteve com muitas das personalidades citadas nas suas memórias, o Journal Inutile. Como escritor, foi brilhante mas superficial, e não tendo conseguido fazer-se eleger para a Academia Francesa antes da Ocupação alemã, só viria a sentar-se entre os “imortais” em 1968, já que De Gaulle (por óbvias razões), como patrono da Academia, sempre se opusera a essa eleição, que só se concretizaria no período final do mandato presidencial do general.
JACQUES CHARDONNE
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De ascendência norte-americana pelo lado materno, Jacques Chardonne, pseudónimo do escritor Jacques Boutelleau formado a partir do nome de uma aldeia suíça (Chardonne-sur-Vevey), iniciou a sua atividade literária com Catherine, um primeiro romance escrito em 1904 mas que o autor só daria à estampa sessenta anos mais tarde, em 1964. Outras obras se seguiram com particular destaque para L’Épithalame (1921), romance com o qual o escritor quase obteve o prémio Goncourt, Claire (1931), uma obra com grande tiragem aquando da sua publicação, a trilogia Les Destinées Sentimentales, publicada entre 1934 e 1936, Romanesques (1937), Chimériques (1948) e Vivre à Madère (1953).
Os primeiros contactos diretos com Portugal tiveram lugar no início de Março de 1951, período em que Jacques Chardonne chegou a Lisboa por comboio. A sua estadia não se circunscreveu apenas à capital portuguesa já que a prosseguiu em Sintra e na Madeira, ilha à qual se dirigiu por hidroavião, vindo a instalar-se no hotel Savoy no Funchal.Uma segunda visita a Portugal teve lugar entre 15 de Abril e 15 de Maio de 1955. Privilegiando a localidade de Óbidos, escolhida por José dos Santos, então diretor da Casa de Portugal em Paris, esta segunda estadia incluiu ainda uma incursão ao Norte do País e ao Algarve. Reflexos dela podem ser encontrados na obra Matinales, publicada em 1956, que se constitui como um conjunto heterogéneo de reflexões e impressões escritas na sua maioria ao longo de 1955 e sem relação entre si. Particularmente na secção IV, o escritor aborda diversas localidades e regiões portuguesas como Óbidos, Sintra, Lisboa, Nazaré, o Algarve e ainda a Madeira.
Em 1959, Jacques Chardonne efetua uma terceira e última deslocação a Portugal, a convite do então ministério da Informação e do Turismo. Anunciada a sua chegada para o dia 15 de Março a Sintra, em carta de 4 de Fevereiro de 1959 ao escritor Michel Déon o escritor visita e revisita localidades com Queluz, a Ericeira, Cascais, Sintra e, a seu pedido expresso, Óbidos. Várias destas visitas foram aliás feitas na companhia de Michel Déon e do editor Jean-Paul Caracalla, e respetivas esposas.
De resto, os contactos com Portugal à distância não deixaram de ser significativos. Recebido por José dos Santos e pela esposa Suzanne Chantal na Casa de Portugal em Paris, foi nessa instituição que Jacques Chardonne comemorou o seu septuagésimo quinto aniversário, em Janeiro de 1959, tendo sido nessa mesma ocasião que conheceu pessoalmente Amália Rodrigues. Uma celebração semelhante e no mesmo local ocorreu ainda em 1964, aquando do octogésimo aniversário do escritor.
Finalmente, em 1963, Michel Déon publicou Le Portugal que j’aime…, obra acompanhada de numerosas ilustrações, legendadas por Paul Morand, na qual aquele autor aborda diversos aspetos relativos à História, monumentos, costumes do povo português. A apresentação do livro ficou a cargo de Jacques Chardonne sob a forma de um curto texto introdutório ao longo do qual se encontram diversos excertos, com alterações, extraídos dos textos relativos a localidades portuguesas contidos na obra Matinales.
WIM WENDERS
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Sintra e o seu litoral também no cinema marcaram a sua presença. Em 1982 aqui esteve Wim Wenders para a realização, em grande parte na Praia Grande, do filme que lhe rendeu o Leão de Ouro em Veneza, quase todo rodado em Portugal, e onde num ambiente intimista vários personagens, a preto e branco, dissertam sobre a sua existência, aqui e ali se reconhecendo paisagens a todos familiares, de Almoçageme à Praia Grande.
Rodado em Portugal há  mais de  30 anos, «O Estado das Coisas», de Wim Wenders, decorre durante as filmagens,( na Praia Grande), de uma fita de ficção científica de série B intitulada «Os Sobreviventes», a qual é o remake de um velho título de Roger Corman, «The Day the World Ended». (Corman aparece brevemente no final, em Los Angeles, numa das muitas piscadelas de olho cinematográficas que Wenders faz ao longo da história).
Sendo um filme que glosa um tema caro a Wenders, a passagem do tempo sobre pessoas errantes ou, no caso, inactivas (o dinheiro e a película acabam e a equipa de «Os Sobreviventes» fica sem fazer nada num hotel à beira-mar), e que confronta, nas pessoas de um realizador europeu (Patrick Bauchau) e do seu produtor americano (Allen Goorwitz), duas formas opostas de fazer cinema, «O Estado das Coisas» transformou-se sem querer, e pela acção inexorável do tempo num filme de fantasmas. Lá estão, já desaparecidos Henri Alekan, Samuel Fuller e o seu charuto, Robert Kramer silencioso, Artur Semedo e a sua luva preta.
Em redor deles, surge um Portugal tristonho e apático, ainda com vestígios do PREC visíveis nos muros e paredes, sem telemóveis nem computadores, e com preços arqueológicos (bife grelhado, 125 escudos, lê-se num menu do hotel da praia).
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O consagrado realizador brasileiro Glauber Rocha, um dos percursores do Cinema Novo e premiado director de Deus e o Diabo Na Terra do Sol (1963) e Terra em Transe (1967) viveu na casa abaixo, na Vila Velha.25 anos depois da sua morte, a sua companheira, Paula Gaitan voltou a Portugal e filmou Diário de Sintra, um filme sobre a sua vida e legado.
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Sempre que Arton Senna vinha a Lisboa, ficava na Quinta que Braguinha, dono do Bradesto, comprara em Sintra. Foi ali que uma vez foi conduzido pelo taxista João Justino a quem deu uma gorjeta fenomenal.
Braguinha dava instruções aos empregados e cozinheira para alimentarem bem Ayrton. Bife com Batatas fritas, passou a ser o prato favorito. Com o tempo, aquela passou a ser a casa de Senna. Nos números 22 e 24 da Calçada da Penalva, em São Pedro de Sintra. Um refúgio com 30 assoalhadas, entre quartos, salas, copas, cozinhas, adega, jardins, piscinas. Protegido pelas colinas de Sintra.
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Aquele lugar transformou-se no refúgio, na conchinha de Senna na Europa. A sua Angra dos Reis europeia. Por Sintra vivia. O Autódromo do Estoril ali ao pé, a praia do Guincho, para correr e treinar. Ali amou e foi amado.
PAUL AUSTER
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Paul Auster , o escritor norte-americano autor de vários best-sellers como Timbuktu O Livro das Ilusões A Noite do Oráculo e A Música do Acaso, é também realizador de cinema, e o seu segundo filme A Vida Interior de Martin Frost (o último que realizou até hoje, depois de Lulu on the Bridge e da co-realização de Smoke e Blue in the Face, com Wayne Wang), foi filmado nas Azenhas do Mar, numa casa térrea com um jardim imenso a dar para o Atlântico, tendo vivido por cá durante as filmagens.
ROMAN POLANSKI E JOHNNY DEPP
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A Nona Porta, uma adaptação de Roman Polanski em 1999 da obra literária O Clube Dumas, do espanhol Arturo Pérez-Reverte, com Johnny Depp como actor principal, foi em parte filmada em Sintra, no Hotel Central e no Chalet Biester.
RAUL RUIZ
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Raul Ruiz, cineasta chileno radicado em França, país no qual se exilou aquando a ocorrência do golpe de Estado no Chile em 11 de Setembro de 1973, que depôs Salvador Allende.
Fez parte de uma geração de cineastas chilenos politicamente comprometidos, como Miguel Littín e Helvio Soto. Mas aos poucos foi sendo considerado um autor distinto, que criava filmes cada vez mais criativos, surrealistas, irónicos e experimentais. É, por muitos, considerado o cineasta chileno mais importante da história. Em Sintra gravou em 1981 “O Território” e já perto da morte, em 2011, “Mistérios de Lisboa”, com exteriores na Quinta da Ribafria.
VISITANTES FAMOSOS
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 Rei Eduardo VII de Inglaterra, 1903
A visita de Eduardo VII a Portugal foi a primeira deslocação que o monarca realizou ao estrangeiro após a sua coroação. A visita a Sintra decorreu no dia 3 de Abril de 1903, tendo os reis D. Carlos e Eduardo VII saído da estação do Rossio às 11h17 e chegado a Sintra 20 minutos depois. Aí, visitaram a Pena, onde lhes foi servido um almoço, percorrendo depois o parque. Eram cinco horas quando o comboio real chegou à estação do Rossio, levando de volta os monarcas e a comitiva. Eduardo VII, Rei da Grã-Bretanha e da Irlanda, tinha embarcado com destino a Portugal no dia 31 de Março de 1903, em Portsmouth, a bordo do iate Victoria and Albert. O iate cruzou a barra do Tejo às 14h30 de 2 de Abril, acompanhado dos couraçados ingleses Minerva e Vénus.
Na sua recepção reuniram-se entre Algés e Belém os cruzadores D. Carlos, D. Amélia e Adamastor e um conjunto de vapores. Cerca das 16 horas, altura em que o iate ancorou, o rei D. Carlos dirigiu-se-lhe no bergantim real, encaminhando-se depois para o Cais das Colunas. Após a recepção oficial, organizou-se um cortejo de seis coches, cada qual ladeado por criados da casa real e um vasto conjunto de forças militares.
O programa de viagem do sucessor da rainha Vitória contou com uma visita a Sintra e Cascais, noite de fogo de artifício e iluminações no rio, inauguração do clube inglês nas Janelas Verdes, sessão na Sociedade de Geografia, tourada no Campo Pequeno e ainda uma récita de gala no Teatro São Carlos, com a ópera O Barbeiro de Sevilha.
A visita a Portugal, que teve como objectivo estreitar os laços entre as duas nações, terminou a 7 de Abril, quando “às vergas dos navios subiram os marinheiros a soltar os vivas da ordenança”.
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Marconi, 1920
Inventor do primeiro sistema prático de telegrafia sem fios, em 1896,  Marconi  fez a sua primeira transmissão pelo Canal da Mancha. A teoria de que as ondas electromagnéticas poderiam propagar-se no espaço, comprovada pelas experiências de Heinrich Hertz, em 1888, foi utilizada por Marconi entre 1894 e 1895. Tinha apenas vinte anos, em 1894, quando transformou o celeiro da casa onde morava num laboratório e estudou os princípios elementares de uma transmissão radiotelegráfica, uma bateria para fornecer electricidade, uma bobina de indução para aumentar a força, uma faísca eléctrica emitida entre duas bolas de metal gerando uma oscilação semelhante às estudadas por Heinrich Hertz, um coesor, como o inventado por Branly, situado a alguns metros de distância, ao ser atingido pelas ondas, accionava uma bateria e fazia uma campainha tocar.
Marconi esteve em Portugal duas vezes, em 1912, quando fez uma palestra na Sociedade de Geografia, e em 1920, altura em que visitou Sintra, como se pode ver na foto abaixo, nas escadarias do Paço.
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Lloyd George, antigo primeiro ministro britânico, 1934
Sintra (Portugal) 1948: Seated are T. S. Eliot and our Editor. — Middle row (from the left): Robert de Traz, Jacques de Lacretelle, Mme de Lacretelle, Mme. A Ferro, António Ferro — Upper row (from the left): Máximo Buontempelli, Aldo Bizarri, Eng. J. Silva Dias.
T.S.Elliott, escritor, 1938 (segundo da esquerda para a direita)
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Josephine Baker, cantora americana, 1941
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Princesa Margarida de Inglaterra, 1959
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Richard Nixon, 19 de Junho de 1963
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Rainier e Grace do Mónaco, 1964
A 12 de abril de 1964, visitavam Portugal os príncipes do Mónaco, Rainier e Grace, e nesse dia, um domingo, faziam uma visita a Sintra. A chegada faz-se por S.Pedro em direcção ao Palácio da Vila, tendo depois sido servido um almoço na Quinta da Ribafria, precedido de missa celebrada pelo reitor do Seminário Salesiano de Manique.
Após o almoço, campinos do Ribatejo dançaram algumas danças tradicionais enquanto estudantes de Coimbra, de capa e batina, davam vivas aos príncipes. A princesa Grace, actriz norte-americana que atingiu o estrelato em Hollywood, mostrou interesse nas filigranas portuguesas, enquanto Jorge de Melo, proprietário da Quinta, acompanhado dos seus 8 filhos, acompanhou o príncipe Rainier numa visita pela quinta, observando os cavalos e poldros nas cavalariças.
Dia 16, o casal monegasco voltou a Sintra, mas aí para uma recepção oficial, oferecida pelo presidente Américo Tomás no Palácio de Queluz.
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Peter Gabriel, 1975
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Mikhail Gorbachev, 1995
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U2, gravação da capa do LP na discoteca Concha, Praia das Maçãs, 2004