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sábado, 24 de novembro de 2012

Com Sérgio Luís Carvalho e "O Exílio do Último Liberal"


Promoveu a Alagamares ontem, 23 de Novembro, no Café Saudade, em Sintra, a apresentação do livro de Sérgio Luís Carvalho “O Exílio do Último Liberal”. Sérgio Luís de Carvalho, autor de uma já vasta obra no campo do designado “romance histórico”, que já em 2007 fez parte da organização do III Encontro de História de Sintra promovido pela Alagamares, e por duas ou três vezes participou em sessões literárias por nós promovidas, é um dos escritores contemporâneos mais profícuos, alem de ser um sintrense e em Sintra exercer a sua profissão e nela se ter inspirado para algumas das suas obras, como é o caso de “Anno Domini 1348” (Edição CMS, Prémio Literário Ferreira de Castro 1989), para além de títulos como  “As Horas de Monsaraz” (Campo das Letras, 1997), “El-Rei-Pastor” (Campo das Letras, 2000), “Os Rios da Babilónia” (Campo das Letras, 2003), “Retrato de S. Jerónimo no seu Estúdio” (Campo das Letras, 2006), entre outros, sendo as suas obras mais recentes “O Destino do Capitão Blanc”(Planeta,2009) ou “O Segredo de Barcarrota”, também por nós apresentado no Café Saudade já este ano.
Característica comum a todas as obras é a de aliar o romance com o rigor histórico, por uma questão de seriedade. “Não posso colocar D. Dinis a comer batatas ou D.Fuas Roupinho a falar em “minutos” disse certa vez. Se sobre Sintra foi a sua obra de lançamento, Anno Domini 1348, o ano da mortífera peste que assolou a Vila e nela ceifou vidas, é sobre o antigo alcaide seiscentista de Sintra, André de Albuquerque Ribafria que revelou já vir a gostar de escrever uma obra. Tendo Alexandre Herculano como o pai do romance histórico e também como referência, Sérgio Luís Carvalho é um produtor profícuo, abraçando épocas e contextos históricos dos mais díspares, e para tanto realizando um sério e extenso trabalho de investigação.
Na obra apresentada, O Exílio do Último Liberal, presenteia-nos com um “romance com final feliz” no dizer de Miguel Real, situado na Europa de 1830, quando em Portugal se erguiam forcas e em Inglaterra fábricas, frase que marca o tom da narrativa que nos levará de Lisboa e Coimbra a Londres, e tendo o jovem e rebelde  Sebastião, exilado e assistente do médico inglês William White, como protagonista. Mais uma obra de fôlego que revisita a História de Portugal e consagra um percurso consistente e sedutor, sobretudo para quem gosta do romance histórico, esventrando os primeiros tempos das autópsias legais, na nebulosa Londres, aguardando o dia em que vitoriosos os liberais e posta D.Maria no trono volta a Lisboa para seguir o seu destino.Reportagem no Sintra Canal em:



                           O autor com a escritora Maria Almira Medina

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