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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A máquina de gerar infelicidade


Portugal está dominado por estes dias por uma infernal máquina de gerar infelicidade, que, qual seita de Iluminatti ao estilo de Dan Brown, se apoderou do país e suas gentes para o domar enquanto colectividade, corpo vivo e desígnio, isto é matando a Nação aos poucos até que dela só reste um bando de famintos, alvo fácil de agiotas e tycoons da finança em busca de património a saldo.
A reversão deste estado de coisas exige acção, e antes de mais, mobilização, e para tanto há que combater o torpor e a resignação, e para que esse Sentimento do Nós se apodere das consciências feridas é preciso aquilo que o homem de Belém pediu mas a pensar noutros alvos: o sobressalto cívico.
Portugal é um país com 900 anos de História, daqui partiram as naus que contra ventos adversos e adamastores uniram o mundo e o tornaram global. Aqui se foi pioneiro abolindo a escravatura e a pena de morte, e na mesma língua se uniram milhões de falantes, no que constitui um activo político e económico de primordial importância. Os nossos recursos são vastos, do subsolo por explorar ao mar imenso ao qual virámos costas, de cientistas e técnicos cada vez mais capazes. Outros países da nossa dimensão e com menor contributo para a História do mundo resolveram os seus problemas, não sendo pois a dimensão um problema, como o provam a Suiça, Suécia, Finlândia ou Dinamarca.
Cada um dos que habita e sente este país deveria ao acordar de manhã pensar no que pode fazer para a sua felicidade e para a dos que partilham o seu espaço comunitário, promovendo iniciativas, planos, sonhos, futuro. Certo é que densas são as nuvens que nos tolhem: um governo submisso e rendido à inevitabilidade do impossível, uma classe política parasitária e clientelar, a falta de esperança que momentaneamente nos condiciona. Se para alguns cínicos um optimista é um pessimista mal informado, para mim um optimista é um pessimista consciente mas que se recusa a enredar no seu próprio pessimismo.
Suprimir a máquina de gerar infelicidade é o primeiro passo para a reconstrução que se impõe, e tal passa por um amplo e descomplexado trabalho de forças sociais que sabem que há alternativa e que essa deve ser posta em marcha, recusando os rendilhados gongóricos e os brocados semânticos. A poção ferve no caldeirão…

1 comentário:

  1. Havemos de sair deste imbróglio porque Portugal sempre expulsou e venceu os traidores. Quem nos (des)governa terá de, mais cedo ou mais tarde, pagar pelos erros cometidos. Mas para isso, também têm de ser expulsos os traidores que invadiram os Tribunais. Não há nada que não tenha solução(!)

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