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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Já foi o fim do mundo?



E pronto, o mundo vai acabar, logo agora que estava a pensar fazer dieta e que o Sporting estava a recuperar para antepenúltimo. Não é justo. Mas pensando bem, este mundo já cansava um bocado. Este reset talvez sirva para refundar o planeta (se for preciso alguém perito em refundações, chamem o Passos Coelho…) e começar de novo sábado, a tempo do Natal, sem burro, vaca ou Gaspar.

Depois do fim do mundo, 6ª feira aí pelas seis da tarde, seguir-se-á uma nuvem de poeira no IC-19, a estender-se por Lisboa fora e abrindo um gigantesco buraco, ao fim do qual estará a saída para a famigerada crise. Passados para o outro lado, espera-nos um calendário maia renovado, com um novo ciclo já marcado. E, maravilha das maravilhas, nesse onírico Shangri-La, existirá um mundo sem troikas, merkels, doenças ou dívida. Não haverão países ricos nem pobres, quentes ou frios, sem Messi ou Ronaldo, Bill Gates ou Hugo Chávez. Será o recomeço claro e límpido, lançando para um novo Cretácico esta era dos mercados, com os seus pitecantropus e ratings, tablets e bimbys, tonys e medinas carreiras. No mundo novo que nos espera, para lá do buraco, terá início a Era do Nirvana, sem dinheiro ou metais, armas ou vírus, guerras ou epidemias.

Portugal, ou o que antes foi esse país, situar-se-á no futuro a sul do Equador, num universo cheio de água e vegetação, frutos suculentos e fauna domesticada. Toda a alimentação será gratuita, as doenças erradicadas, a vida será de 500 anos, do genoma individual será feito um backup, para o upgrade biológico, sempre que alguém se aproxime desse limite. O dinheiro será trocado por cartões de mérito, onde a cada comportamento, exemplar e pacífico, corresponderão pontos que determinarão a escala social, baseada no bem e no altruísmo. Os governos…  ah… mas esperem lá, já é 21 de Dezembro na Austrália e na China, e nada aconteceu. Pois... Bem...como é que era para fazer mesmo, senhora Merkel?

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