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terça-feira, 21 de junho de 2011

A situação de Sintra Património Mundial

                               
Decorrente da visita de monitorização da missão conjunta World Heritage Centre/ICOMOS de 10 a 15 de Janeiro de 2010 que veio analisar a situação da Paisagem Cultural de Sintra, missão que foi requerida durante a 33ª sessão do World Heritage Comitee na reunião de Sevilha, em 2009 foi aprovado um relatório que teve por base as recomendações da mesma. Desse relatório, da autoria dos peritos Gerard Collin e Jean Louis Vanden Eynde respinga-se que pelas autoridades portuguesas (corporizadas na Parques de Sintra-Monte da Lua-PSML) foi  negada a existência de pressão urbanística na zona classificada e na zona tampão, tendo-se informado que 90% das licenças emitidas foram para reabilitação, tendo a missão acolhida as explicações  de que o nosso sistema municipal de controlo é suficiente, embora o processo de reabilitação seja lento. Os mesmos constataram que a pressão turística tem sido controlada com a diversificação de locais e centros de interesse, novos circuitos e outros temáticos e melhor distribuição dos visitantes. Repara-se que a pressão na Pena, por exemplo, num mês de turismo sazonal é de quase 50.000 visitantes/mês. A missão sugeriu igualmente a recuperação de outros edifícios dentro do parque da Pena bem como a criação de uma escola para jardineiros ou um museu explicativo dos sistemas de irrigação da serra de Sintra. Foi recomendado que as comunidades locais se envolvam mais na gestão da área classificada e referido pela PSML ter sido instituído um conselho de especialistas de aconselhamento incluindo universidades. Foi também recomendado que a comunidade de proprietários e as associações locais -os designados stakeholders - fosse institucionalizada e consultada com regularidade.
As preocupações da missão centraram-se na necessidade de adoptar o plano de gestão até 2012 com revisão das fronteiras entre a zona tampão e a zona de transição. O Plano de Gestão deverá incluir um plano de acção para o futuro restauro dos jardins e parques baseado em estudo da história e evolução dos parques e instalações, sendo que a missão achou que a zona tampão deverá estender-se para norte da área inscrita. A missão achou contudo que decorrente do anterior plano 2005-2009 houve evolução na conservação dos edifícios, segurança contra incêndios e nas relações institucionais (a criação da PSML em 2007 será a resposta à task force proposta na missão de 2006).Permanecem diversas áreas para melhorar em ligação com as questões institucionais, recomendando mais envolvimento dos proprietários e das associações locais. A gestão dos parques e jardins requer o apoio de escolas de conservação especializadas similares às que já existem para o património edificado, com trabalho de investigação. Nesses termos, o WHC reunido em Brasília de 25 de Julho a 3 de Agosto de 2010 recomendou que as considerações anteriormente relatadas fossem implementadas. Nota suficiente, portanto. Aguardemos pelos desenvolvimentos.

1 comentário:

  1. Não podia vir mais a propósito este "post", ao autor deste espaço, pessoa influente, com conhecimentos, e lido por muita gente:
    -Queria alertar aqui, sobre o que se está a passar com os cortes de árvores na serra, sobretudo na encosta a nascente, na propriedade afecta à Colonia Penal e não só!
    Não contesto que se corte, desde que se trate de limpeza da floresta, na realidade o que estão a cortar são quase só eucaliptos, embora alguns mais velhos do que eu, mas dou isso de barato, cortem lá o que têm que cortar. Mas façam o favor de urgentemente vir limpar os restos que estão a emporcalhar tudo, e são um perigo para os incêndios, são pior que petróleo. Vem aí a força do Verão, e, as autênticas clareiras abertas, expostas ao calor cheias de restos de madeira, que está há mais de dois meses a secar, é um mau trabalho um perigo, e um nojo.
    Os madeireiros antigamente, tinham os lotes concessionados, cortavam a madeira, mas tinham que deixar tudo limpinho, mas, antigamente haviam os Guardas Florestais, agora não se vê ninguém a supervisionar, cortam o que lhes apetece de preferência grosso, fazem da serra uma lixeira, e ficamos todos assim, de braços cruzados a ver, impotentes.

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