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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O envelhecimento dos funcionários públicos


No município de Sintra o escalão etário de funcionários municipais mais representativo está na faixa dos 50-54 anos, e se nos reportarmos ao número de trabalhadores com mais de 45 anos, eles representam 64,4% do total. Ora se tal se pode traduzir em experiência, qualificação e maturidade, é também um handicup para a realização em plenitude de tarefas mais operacionais, aumentando as situações de pressão e stresse, e consequentemente as depressões, sensação de fadiga e apatia, como aliás em qualquer outro serviço público da Administração central ou local.

Na verdade, a mimetização de procedimentos, as rotinas prolongadas, a pavloviana resistência a salivar por cada vez menos osso ou campainha, traduzem-se em falta de estímulo e enfraquecem o necessário espírito de mudança que deve estar presente quando se deseja fazer reformas, pois não há reformas sem pessoas e muito menos contra elas.

O anátema que os governos têm lançado contra o funcionalismo, associado a rotinas secantes e ao envelhecimento sem motivação que está hoje presente em muitos serviços, muitas vezes visto como um presídio sem perspectiva de liberdade condicional, está a enfraquecer a Administração, a que acresce a falta de renovação de quadros e técnicos a quem possa ser feita a transmissão duma cultura de procedimentos sem rupturas que a substituição de funcionários experientes reformados por outros sem essa incorporação psicológica e organizacional originará.

Devem os governos pois olhar  para os funcionários como pessoas e não números ou servos, pois só assim se ganhará em produtividade, motivação e eficiência.

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