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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Lembrar Ribeiro de Carvalho, na data da sua morte





Foi a 10 de Outubro de 1942 que morreu Joaquim Ribeiro de Carvalho, político com ligações a Sintra, durante a I República.

Nasceu em Arnal, Leiria a 7 de Abril de 1880 e frequentou o seminário de Leiria, que abandonou para seguir o jornalismo. Aos 17 anos publicou o seu primeiro livro de poesia, "Livro de um sonhador". Funcionário público [chefe da secretaria da Inspecção das Escolas de Lisboa], jornalista, poeta e romancista, fez parte do Partido Republicano Português (P. Democrático), e ainda, do Partido Evolucionista, do Partido Nacionalista, Partido Liberal e da Acção Republicana. Foi sempre deputado pelo círculo de Leiria, exceptuando o período de 1918 (Sidonismo) e em 1925, onde surge como candidato independente, ano em que preside ao Senado de Sintra. Em 1926, após o 28 de Maio, vai para a ilha da Madeira, regressando em 1930 para ocupar o lugar de director do jornal República.

Foi membro activo da Carbonária portuguesa. Esteve presente na proclamação da República, feita na Câmara Municipal de Lisboa, fundando pouco depois o Centro Radical Português. Em 1911 foi iniciado na maçonaria, no triângulo nº143 de Erra (concelho de Coruche) com o nome simbólico de Liberto. Transita depois para a Loja Evolutiva (de Coruche) e, mais tarde, em 1929, para a Loja Acácia, de Lisboa e, depois, para a Loja Cândido dos Reis, também de Lisboa.

Membro da Academia das Ciências, participou na comissão organizadora da edificação do monumento a António José de Almeida, dirigiu a Biblioteca de Educação Moderna, foi sócio da Sociedade Nacional Tipografia a que pertencia o jornal O Século (1921-22).

Colaborou em diversos periódicos e dirigiu o jornal República entre 1920-24 e 30-42.

Deixou uma casa no Cacém, a Quinta da Bela Vista, ainda hoje fruto de controvérsia pelas dificuldades em a manter e reabilitar para a fruição pública, algo que a sua memória deveria motivar. A quinta datará de finais do século XIX /inícios do século XX e compreende uma vasta área entre a ribeira das Jardas e a rua Ribeiro de Carvalho. Inicialmente a casa era utilizada somente aos fins-de-semana, mas já no final da sua vida, Ribeiro de Carvalho passou a utilizá-la em permanência. Lá existiu uma vinha e durante vários anos aí Ribeiro de Carvalho produziu o seu próprio vinho.

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