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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Saídas à irlandesa

O léxico político doméstico incorporou novas expressões produto da conjuntura deletéria em que desde 2011 e sob a égide dos nossos "parceiros" o país se encontra.
A realidade é esta: no money, no funny, como dizem os americanos, e acabado o dinheiro da troika teremos de ir aos mercados buscar mais. A questão é: a que preço? Entre os 3,5% dos "amigos" ou os 5% dos "mercados", não será melhor continuar aninhado sob a égide do tal programa cautelar? Um laivo patriótico e quixotesco apontará para a saída de cara lavada, de bom aluno e exemplo para a Europa, para exibir como caso de sucesso nas eleições de 25 de Maio. Nisso apostará a "Europa" de Bruxelas e a troika, a tal saída à irlandesa, sem programa cautelar e entregues aos mercados, que, amigos, nos emprestarão a 2% e a 3% agradecidos por termos feito o "ajustamento" que fez de Portugal o "caso de sucesso" que hoje é...
Mas não parece ser essa a vontade do grupo a que chamam de Governo, como ontem entre ditos e desditos o aquilíneo deputado Frasquilho o atestou. Ir aos mercados é um risco, e o dinheiro fácil da torneira europeia um porto seguro. Daí que saídas à irlandesa, não sendo Bruxelas a impô-las, para autoglorificação das suas políticas e do funcionamento da "receita", da nossa parte só se for para uma Guiness ou procurar um trevo de quatro folhas. Que bem falta nos faz...
 

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