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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Acácio Barreiros, 10 anos do seu desaparecimento


Passa hoje o 10º aniversário do desaparecimento de Acácio Barreiros, um dos primeiros deputados da UDP em 1976, e antigo presidente da Assembleia Municipal de Sintra, lugar onde de forma serena e já lutando contra a doença acompanhou uma época que breve se constataria não voltar a repetir na anémica primeira década do século XXI.

Acácio Barreiros nasceu a 24 de março de 1948, em Cabinda, em Angola, estudou em Nova Lisboa, (actualmente Huambo), e depois de se mudar para Portugal frequentou até ao quarto ano o Instituto Superior Técnico de Lisboa. Durante esta época envolveu-se em lutas estudantis e ingressou na UDP (União Democrática Popular), partido da extrema-esquerda. Entretanto, abandonou os estudos e começou a trabalhar como bancário.

Em 1976 foi pela primeira vez eleito deputado à Assembleia da República, onde esteve até 1979, altura em que entrou em ruptura com a UDP e abandonou o partido. Pouco tempo depois, no início da década de 80, associou-se à Nova Esquerda, para logo de seguida ingressar no Partido Socialista (PS). Em 1983, depois de ter sido convidado por Mário Soares para integrar as listas de candidatos a deputados ao Parlamento, voltou à Assembleia da República. Nessa época dedicou-se a causas como a defesa do ambiente e a habitação para jovens. Quatro anos depois, em 1987, saiu do Parlamento.

Em 1989 foi o candidato do PS à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, mas perdeu as eleições.
Dois anos depois voltou como deputado à Assembleia da República, onde se manteve até morrer em 2004. No entanto, fez alguns interregnos no desempenho das funções de deputado, nomeadamente em 1999 quando foi empossado como secretário de Estado da Defesa do Consumidor do governo socialista liderado por António Guterres. Acácio Barreiros esteve no Governo até este cair em finais de 2001.
Entre 1993 e Janeiro de 2002 foi presidente da Assembleia Municipal de Sintra. Ganhou de novo este posto nas eleições autárquicas de Dezembro 2001, mas uma coligação dos restantes partidos impediu-o de ocupar o cargo.
Morreu a 18 de Fevereiro de 2004, vitimado por um cancro, numa altura em que era vice-presidente da bancada parlamentar do PS.

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