Follow by Email

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O fogo e as cinzas




2013 confirmou a alarmante tendência desde pelo menos 2003 da existência duma época de incêndios tal como há uma época balnear. O que aconteceu com o Grupo de Especialistas de Fogo Controlado (GeFoCo) que desde 2007 terá contribuído para conter mais de 50 fogos florestais ou com o Grupo de Análise e Uso do Fogo (GAUF) estrutura dedicada à prevenção e combate aos incêndios florestais, que nos últimos anos combateu mais de 300 grandes incêndios?. E a regulamentação sobre o uso de fogo técnico?. Igualmente, ao pretender-se parar o processo de enquadramento e facilitação da realização de queimadas para a pastorícia em épocas de baixo risco de incêndio, o que se propôs em alternativa? E o investimento em conhecimento, estratégia e antecipação, transferindo verbas do Fundo Florestal Permanente para a contratação de meios aéreos para o combate?



Como estamos de Plano Nacional de Uso do Fogo? Quantos meios estão ao dispor? Qual a estratégia de longo prazo? As brutais imagens do fogo destruindo floresta, ecossistemas e a economia entram-nos diariamente pela televisão, quando não casa adentro.Com troika ou sem troika, assuntos suficientes para incendiar responsabilidades e alimentar telejornais.



É  bonito falar da floresta, do pinhal de Leiria, da serra de Sintra ou do Gerês. No terreno da realpolitik, o que sucede, porém? Segundo parece, aproximando-se o fim do quadro comunitário, apenas 1/10 dos 441 milhões de euros disponíveis terão sido executados, numa área intervencionada de  mais de 5000 hectares. A regulamentação das medidas previstas no PRODER é lenta e desde 2007 foram reflorestados poucos hectares apenas, quando nos anos noventa períodos houve em que num só ano a reflorestação ultrapassou 30 mil hectares, dos quais 681 de carvalho e 341 de pinheiro, e quando anualmente mais de 3,5 milhões de hectares são assolados pelos fogos.


Que anda o Ministério da Agricultura a fazer? Alem de que estão a ser exigidos no âmbito de processos altamente burocráticos planos de gestão florestal que cada agricultor candidato deve apresentar, planos esses que os próprios serviços não definiram o que querem que sejam, nem têm tido capacidade para os analisar?. Dias de perigo espreitam a floresta(ou o que resta dela).

Sem comentários:

Enviar um comentário