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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Charlie Hebdo, a liberdade ensanguentada


Disse um dia Nelson Mandela: "Não existe nenhum passeio fácil para a liberdade em lado nenhum, e muitos de nós teremos que atravessar o vale da sombra da morte vezes sem conta até que consigamos atingir o cume da montanha dos nossos desejos."


Os atentados à cultura e à manifestação do que há de melhor no ser humano, a sua criatividade e o sonho de tornar o mundo melhor não podem ficar reféns de loucos formatados numa visão redutora e maniqueísta do mundo, como no passado não ficaram após séculos de Inquisição, da noite hitleriana ou dos gulags soviéticos, pois sempre alguém iluminou o caminho intrépido da liberdade, que, como se viu logo após os atentados, uniu milhões pelo mundo fora, sabedores que é esse um bem inestimável, mesmo quando se deixam os seus inimigos porfiar e crescer em democracia e tolerância.
O caminho é fazer o Outro sentir-se mais um de Nós, integrá-lo na sua diferença e não olhá-lo como o inimigo numa nova Cruzada que só pode trazer de volta fantasmas de outrora, e será essa a postura moral que, com persistência e convicção devemos promover e trilhar.
Como escreveu um dia Bocage  Ah! Se a vossa liberdade / Zelosamente guardais, / Como sois usurpadores / Da liberdade dos mais?
 

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