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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Sintra desertificada



A crise que se abateu sobre os estabelecimentos de restauração e no sector dos bares e cafés, em particular, é visível no panorama de Sintra, onde sempre foi apontada a falta de espaços para tal fim, atenta a circulação diária de centenas de turistas.
Muitos bares que antes faziam o horário tradicional optaram por abrir só algumas horas por dia, (o Saloon, o Legendary Cafe, o Sabot) outros fecharam (veja-se o caso da Ideal, na Estefânea, que funcionava desde 1936, há algum tempo encerrada) a par do panorama desolador da Heliodoro Salgado, a rua pedonal, donde vários estabelecimentos sumiram, como a papelaria Parracho, a Cintrália, e outros(até a loja da Benneton...).
E os estabelecimentos que resistem parecem ter chegado ao fim da linha, obrigados a praticar preços com margens irrisórias, sobrando os cacofónicos chineses, alguns espaços menos cuidados (o bar da estação, o Café Elite, ou a Adega do Saloio, só para dar alguns exemplos)e os bancos, catedrais da usura do nosso descontentamento. Nota positiva para o Café Saudade, e, numa óptica de consumo de passagem e da bica ao balcão, o Tirol ou o Monserrate, excluindo-se aqui a Vila Velha, com os seus preços turísticos
O elevado valor do IVA praticado, a retracção do consumo, as rendas elevadas e a inenarrável imposição de novas e dispendiosas máquinas têm levado a tal estado de coisas, de tal modo que um dia destes o deserto pode ser total. Dias negros, estes que se vivem

1 comentário:

  1. Erros gravíssimos de planeamento urbano também deram o seu forte contributo para o atual estado das coisas! Não foi só a crise!

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