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sábado, 19 de abril de 2014

Os 190 anos da morte de Lord Byron


Passam hoje 190 anos da morte de George Gordon, 6º barão Byron, mais conhecido em geral como Lord Byron.Encontrou a morte em Missolonghi, no litoral norte do Golfo de Pratas, onde lutava ao lado dos gregos pela sua independência da opressão turca. Segundo consta, a causa da morte parece ter sido uremia, complicada por febre reumática.
O imaginário construído em torno de Byron, sobretudo enquanto "santo padroeiro" de Sintra carece de alguma veracidade, e sobretudo tem ao longo da História servido para propalar algumas lendas que, se servem o propósito de elevar o prestígio de Sintra, pecam contudo por falta de rigor.
Em primeiro lugar, a estadia de Byron em Portugal durante o período complicado que se seguiu à Convenção de Sintra e à partida de Junot, foi de apenas 10 dias, chegando a Lisboa a 7 de Julho de 1809, com 21 anos,  dedicando a Sintra e Mafra 4 dias, e a Sintra, com Colares incluído, apenas 2, instalando-se com o seu amigo Hobhouse e três criados que os acompanharam desde Falmouth para uma longa viagem pela Europa no pequeno albergue das Lawrence.
Depois, porque não foi cá que escreveu os famosos versos da sua obra Child Harold's Pilgrimage emulando o Delicious Eden, mas mais tarde, nalguma escala tórrida das suas muitas viagens ou já de volta a Inglaterra, recordando a frescura e as fontes de Sintra.
Ainda porque, se de Sintra se lembrou, na forma diletante e pigmaleónica que emprestou à sua escrita efabulada, foi mais por causa da serra que por causa dos sintrenses, tendo de forma diletante dito das pessoas o que Maomé não disse do toucinho, de carteiristas a pouco educados e marialvas, e reclamando mesmo do preço exorbitante que uma gordurosa irlandesa, Miss Lawrence, lhe levou pela estadia no hoje hotel de charme que mais não foi que um bed and breakfast dos tempos egrégios, mas que a febre romântica logo transformou num paraíso celestial e etéreo.
Byron tomou banhos, aprendeu a praguejar em português, terá escrito para casa a relatar o gozo que lhe deu a passagem por Portugal. So what? Sintra sempre gostou de dandys, enfants terribles em casa mas adulados em terra de cego, e, tal como Beckford, Lady Jackson, Hans C.Andersen, ou até o Palma Cavalão do Eça, sempre foi um refúgio perfeito para eles. Oh Delicious Eden...

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