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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios


Criado em 1982 pelo ICOMOS, vai de novo celebrar-se a 18 de Abril o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, dedicado desta vez ao tema Lugares de Memória.

Sintra é um dos locais onde a profusão de monumentos e seu valor histórico e patrimonial mais se coadunam com o espírito de preservação e promoção que a esse conceito está associado, e que levou à classificação em 1995 como Património da Humanidade, na categoria de Paisagem Cultural, tendo o presidente da Câmara de Sintra presentemente a função de presidir à Organização das Cidades Património Mundial, eleito durante o 12º Congresso dessa organização em Oaxaca, no México, no que constituiu mais um reconhecimento para Sintra enquanto promotora da defesa e recuperação do seu valioso património.

Recorde-se que aqui foi aprovada a Declaração de Sintra, que procurou unir esforços para a mitigação e adaptação às alterações climáticas. Sintra integra igualmente desde há anos a Aliança das Paisagens Culturais, uma rede internacional criada para preservar espaços declarados Património da Humanidade pela UNESCO, e que são hoje mais de 60.

Em 2008 produziu-se a Declaração de Aranjuez, onde os sítios classificados expuseram as suas inquietações e analisaram a necessidade de compatibilizar a preservação dos lugares com um adequado desenvolvimento económico e social dos aglomerados e das gentes em seu torno. Um dos pontos desta declaração faz referência às políticas de difusão do património cultural entre a população, assinalando que a melhor forma de gerar cultura entre os cidadãos passa por estes valorizarem o seu próprio património, e exigindo “implicação, cumplicidade e compromisso” do mundo científico na melhoria desses lugares e na garantia da sua sustentabilidade, apelando à participação cívica das comunidades locais enquanto elemento fundamental para um desenvolvimento sustentável das área classificadas e chamando os parceiros da sociedade civil, pondo fim a uma certa “ditadura tecnocrática” na gestão dos espaços que todos devem fruir num sentimento de pertença que a Declaração de Aranjuez visou reforçar.

Na promoção e defesa do património, dos monumentos e sítios classificados, há pois que juntar cidadãos, associações cívicas, técnicos e  moradores. Só se pode acarinhar uma ideia como a de Paisagem Cultural se ela for originada em consensos e como instrumento de desenvolvimento para quem habita no seu seio, e não se funcionar como o eucalipto que a tudo o que o rodeia seca e põe a comunidade contra si. Não há paisagem cultural sem pessoas e não há gestão bem sucedida sem consensos.

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