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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Uma medalha para João Rodil



Falar de Cultura em Sintra e de pessoas que tanto tenham demonstrado amor a Sintra nos últimos trinta anos é, entre outros (poucos) falar de João Rodil,figura incontornável na divulgação da nossa História local e entusiasta de tudo o que  a ela diz respeito. Defensor do património, como quando fundou a Liga dos Amigos dos Capuchos, autor de obras monográficas relatando a história dos locais emblemáticos- e outros menos conhecidos- estudioso da literatura sintrense e militante de causas sem reclamar louros ou comendas, companheiro na Alagamares, desinteressadamente pugnando pela Cidadania como forma de estar, há muito devia ter sido já reconhecido pelo seu contributo que só eleva a qualidade dos que defendem Sintra e honra os que o conhecem e com ele partilham das mesmas angústias, ideais e motivações. É por isso que já vai sendo tempo de o seu valor como cidadão, publicista e Sintrense ser alvo de público reconhecimento com a atribuição de uma medalha de mérito municipal. Quando restaurantes de cabrito e ilustres desconhecidos já foram bafejados com tais honrarias sem mais terem feito que ser amigos dos proponentes, alimentando vaidades e compadrios, bem iria Sintra se, aproveitando cada vez mais as potencialidades e as qualidades de João Rodil, o agraciasse simbolicamente, pois de símbolos vive a nossa sociedade e não campeiam assim tantos vultos destacados na Sintra dos nossos dias.Como escreveu La Bruyére, uma coisa essencial à justiça que se deve aos outros, é fazê-la, prontamente e sem adiamentos;demorá-la é injustiça.Fica a sugestão.

5 comentários:

  1. Acho muito bem embora não conheça a personalidade. Mas pensando bem para que é necessário ser agraciado com uma medalha que tem sido dada ridiculamente?

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  2. Acho muito bem embora não conheça a personalidade. Mas pensando bem para que é necessário ser agraciado com uma medalha que tem sido dada ridiculamente?

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  3. Ao Homem modesto e simples, sem jactâncias, mas com um longo e prestigiante historial de lutas que não exibe, o reconhecimento ao seu mérito era indiscutível. Mas para quem conhece o João Rodil, a forma discreta de estar na vida, uma medalha não seria a melhor homenagem, porque o colocava ao nível de alguns sem qualquer mérito especial para a terem. O João merece outro apreço.

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  4. Só pela edição que ele fez, tão erudita e artística, de uma jóia manuscrita inédita da literatura sintrense, do século XVII, que Rodil bem merecia essa medalha.

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  5. O João já tem o apreço de quem o conhece, mas seria bem mais interessante ampliar a sua influência, para que mais pessoas possam evoluir no conhecimento de Sintra.
    E os prémios e reconhecimento públicos servem para isso mesmo.

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