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sábado, 27 de agosto de 2011

O serviço público de televisão


Fala-se hoje muito da privatização da RTP, ou de um dos seus canais, e curiosamente, aqueles que quando se fala das empresas em monopólio, manifestam concordância em privatizar, para apanhar bife do lombo, quando se trata da televisão, e sobretudo se são da concorrência já não são tão entusiastas (então a liberdade de iniciativa e a concorrência são só para alguns sectores?)
No caso da televisão, há que garantir critérios de serviço público, mas tal deve ser não só para a RTP como para todos os canais. E serviço público é informar com isenção, formar com pluralismo, divertir e ouvir. E no caso actual, assistimos a uma televisão burocrática, com uma grelha de programas igual há 2 ou 3 anos, com a sequência Praça da Alegria- Telejornal- Novela- Portugal no Coração- Portugal Diário- Preço Certo- Telejornal- Malato e um ou outro programa fora de horas. Teatro na TV? Não há. Concertos, clássicos ou modernos? Raro. Desporto? Em concorrência, e com dinheiro dos contribuintes. Programas sobre a História de Portugal, Ambiente, Novas Tecnologias, Viagens, poucos e raros. Isto não é serviço público. E o arquivo da RTP, tesouro onde está a História de Portugal do século XX, não se salvaguarda? Com as Ongoing e Controlinveste, angolanos ou outros à espreita, é de esperar o pior, sobretudo quem não têm cabo ou opção.
Como está, a RTP deixa muito a desejar, enquanto meio diversificado e crítico. Mas a privatizar, há que ter cautelas, ou ainda iremos ter saudades do Fernando Mendes e das suas montras de torradeiras.
Irónico? ESPECTÁAACULOOOO!!

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