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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A insustentável leveza da poncha

 


A duplicação de dívidas e despesas do Governo Regional da Madeira, inicialmente estimada em 223 milhões de euros, na avaliação da troika de meados de Agosto, atinge afinal os 500 milhões, decorrente de dívidas de uma empresa do Governo Regional com problemas financeiros (Estradas da Madeira) e a um acordo abortado de Parceria Público-Privada. Segundo a Comissão Europeia, estes deslizes exigem uma monitorização e gestão eficientes por parte das autoridades regionais mas também locais, dada a necessidade de conter riscos orçamentais. Significa pois que o sr. Jardim, que em autêntico regabofe governa a Madeira desde 1976, em total desprezo pela democracia e à custa de empregos a amigos e correligionários, que desrespeita os governos da República, a oposição, e até o Presidente da República, quando lhe interessa, continua a governar como qualquer Khadafi ou Hugo Chavez. Jardim fala e o Continente treme, e mete o rabo entre as pernas. E mesmo quem o ataca evita partir para acções concretas. Para que serve o Tribunal de Contas e a Procuradoria Geral da República? A gestão danosa não é um crime incluído no Código Penal? Até quando, alem das alarvidades depois de umas bebedeiras no Chão da Lagoa, agora agravadas com o destapar da “gestão” clientelar de Jardim ( e ao que parece, da qual a dita criatura se ufana) teremos de suportar tal estado de coisas?.O Continente tem sido sempre solidário com a Madeira e todos os portugueses estiveram com a Madeira depois das cheias do ano passado (muito culpa também do desordenamento do território que a política de betão de Jardim originou). Mas isso não lhe dá o direito a bater o pé, chantagear e o Continente salivar de medo. A legitimidade eleitoral não admite tudo. Pena em Lisboa ninguém ter coragem para lhe fazer frente e o confrontar. E era simples: bastava fechar a torneira e enviar dinheiro apenas depois da casa arrumada. Como a troika faz com o resto do país aliás...

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