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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Classificar o Alto da Vigia



Encontra-se em fase de classificação o monumento arqueológico do Alto da Vigia, na Praia Grande, o que só peca por tardio, dada a importância do local e a crescente descoberta de novos vestígios e pistas para a compreensão dum passado multicultural e ecuménico desta Sintra ponte de culturas.

Descoberto em 1505 por Valentim Fernandes, tipógrafo de Lisboa, o conjunto de dezasseis colunas depois descrito por Francisco de Holanda em 1571, era um círculo cheio de cipos e memórias dos imperadores romanos sobre um outeiro junto ao mar, datado do século I, e tido como um arqueossítio dedicado ao imperador Tibério, nos quais recorrentemente se encontram referências ao Sol e à Lua. A partir de 2008, os estudos locais tiveram um impulso determinante com as investigações de Patrícia Jordão e Alexandre Gonçalves, que, integrando uma equipa do Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas estudaram o local, dando a conhecer ter aí também coincidido estruturas islâmicas medievais e um ribat, convento fortificado para defesa do território.

A classificação do local será importante pois para permitir a criação de um campus de investigação e de mais um núcleo de estudo da rica história dos povos do promontório da lua.

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