Follow by Email

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Amanhã em Tripoli

A Líbia vive dias de mudança, será contudo tal mudança no sentido “europeu” e  “ocidental” com que costumamos catalogar os regimes à nossa imagem o que verdadeiramente serve os interesses da Líbia?
A Líbia, como o resto da África, foi moldada pelo modelo colonial, neste caso, italiano, e uma vez liberta de Kadafi- aquele a quem muitos abriram as portas para montar as suas tendas com cabras em busca de proveitosos negócios- arrisca a ser um país dividido entre tribos e facções rivais- o que se calhar, até convêm ao dito Ocidente. Até ver, nenhum dos países onde ocorreram as chamadas primaveras árabes ainda deu sinais de vir a ser uma democracia-  falta de tradição, de elites, de classe média ou até  as idiossincrasias dos povos, nem sempre crentes nas virtudes das democracias representativas da Europa. Kadafi não é porém pior ou diferente do que o tirânico e opressivo rei da Arábia Saudita, um dos países mais intolerantes do mundo (amigo dos americanos, porém…) ou dos emires do Dubai, Bahrein, Oman, ou até do agora “maquilhado”  rei de Marrocos. Não há valores, senão nunca se teria admitido o “amigo” Kadafi depois dos atentados de Lockerbie nas capitais da Europa, apenas interesses, e na guerra da Líbia “cheira “ muito a petróleo. Depois de Kadafi, lá voltará o business as usual, os contratos para a reconstrução com grandes empresas americanas e francesas, talvez um novo Iraque, leiloado e dividido. Afastar os ditadores, é nobre e necessário, mas afastar-se-ão as ditaduras?  A força do Ocidente é também a sua maior fraqueza.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sintra existe?

Passados os dias das férias, uma pergunta: Sintra que em 2015 ultrapassaria Lisboa, continua a 160.000 moradores de distância, um crescimento anémico em 10 anos, equivalente a crescimento zero ou negativo, com o agravar das condições de vida- escolas, apoio social, segurança, equipamentos, etc. Sintra é hoje uma ridícula cópia de cidade, decrépita e sem futuro, o grande subúrbio seguro por castelos em ruínas que fingem ser um resort romântico de qualidade e com segurança. Mentira! Sintra não existe! Só  nuvens e ilusões de vida!.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Não se vai lá com aspirinas

O Verão português segue enviesado, sob o signo da troika, do sol avarento e da parca alegria com a victória dos jovens futebolistas na Colômbia. A rentrée aí está, e com ela a prova dos nove da resistência à austeridade, sobretudo quando nenhum sinal positivo, doméstico ou externo aponta luzes ao fundo do túnel, e a única luz pode não ser a da saída mas a duma locomotiva em sentido contrário dirigindo-se contra nós. O ano político que se avizinha é o ano de todos os perigos, não para o rotativismo dominante, unido na rendição ao estrangeiro, mas para a sobrevivência pura e simples das pessoas num nível de dignidade e com esperança no futuro. Até ao momento, a tradicional paciência dos portugueses aguenta-se, depois de nos primeiros tempos se praguejar contra os aumentos, o poder ou os políticos, mas o momento histórico talvez não dispense os mais empenhados de aumentar a pressão em prol dum país com futuro e não mero joguete no tabuleiro do casino em que o mundo dito globalizado se tornou. Aos portugueses que não querem emigrar nem desistir de si ou do país não resta outra saída senão aumentar a pressão por políticas com resultados que reponham a dignidade de ser português, que sucessivos governos lançaram na rua da amargura de forma inimputável e sem castigo. Podem estar a caminho novos dias da ira, mas não se deve, sob pena de claudicar por inteiro, adiar o futuro tratando-o com aspirinas. O tumor é grande e a cura um caminho estreito. 

domingo, 21 de agosto de 2011

Sons de Verão

Postas as férias, o som mais ouvido do Verão( do meu, pelo menos). Estou de volta!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Na hora de lembrar Etienne de Gröer



Donat-Alfred Agache, Etienne de Gröer e Luigi Dodi foram alguns dos arquitectos que a convite de Duarte Pacheco trouxeram a Portugal nos anos 30 e 40  novos ideais urbanísticos, entre os quais se destaca o conceito da cidade-jardim, de Ebenezer Howard, em voga por toda a Europa de então.A aplicação prática desses conceitos e a sua adaptação a um contexto territorial especificamente português, constituiu um legado para gerações de urbanistas e arquitectos nacionais.Em 1938 a Câmara de Lisboa, com Duarte Pacheco, contratou o arquitecto–urbanista Étienne de Gröer a definir as grandes linhas de desenvolvimento da cidade.Em finais dos anos 40, o mesmo arquitecto, de ascendência russa, elaborou o Plano de Urbanização de Sintra, aprovado em 11 de Novembro de 1949 e ainda hoje em vigor.
Gröer percebeu o que tinha em mãos: preservar o casco histórico e acautelar a expansão, mas, ao mesmo tempo reservar zonas para as necessárias actividades económicas, sem as quais se matam as cidades tornando-as obsoletas e amorfas. Foi sobre esse fio de navalha que Sintra viveu desde então, até aos anos 60 pelo menos, respeitando o legado de Gröer. A partir dessa altura, depressa os ventos do crescimento desordenado chegaram a Sintra, como o caos da Portela ou a cacofonia da Estefânea o atestam, e o que era um plano prospectivo, um manual de procedimentos e bíblia de consistência passou a ser usado de forma casuística, usado para indeferir quando as propostas não interessavam ou capciosamente esquecido quando algum mamarracho precisava de avançar. Onde esteve o Plano de Groer quando se construiu o Hotel Tivoli, ou o Departamento de Urbanismo na Portela(era para zona verde…) os caixotes dissonantes da Portela ou o “comboio” de armazéns em Ouressa?. Paradoxalmente, ao não se ter retocado  o plano, sob a falácia de que isso subverteria o ordenamento do centro histórico, mais argumentos se foram dando a quem o considerava ultrapassado, panaceia de  arquitectos antiquados ou esclerosados defensores do património. Vem aí um novo plano, há dois anos em estudo, o qual corre grandes riscos: ou nada mexer e assim assobiar para o lado num sector que deve ser particularmente acarinhado mas de forma positiva e pró-activa, ou alterar demais  abrindo a brecha para o cavalo de Tróia do betão (do mau betão, sobretudo) sob a forma rebuscada e politicamente correcta de “mais valia para o turismo” ou da “modernização”. Etienne de Gröer, o franco-russo que um dia veio ordenar Lisboa, Cascais e Sintra, entre outras, viu mais além, passados sessenta anos merece um sucessor à altura. Tê-lo-á?


domingo, 31 de julho de 2011

Os saloios


Em 1858,o último morgado dos Cunhas Pereiras, António da Cunha Sotto Mayor, com solar na Igreja Nova e que foi administrador do concelho de Sintra, deu à estampa o livro"Physiologia do Saloio",onde dissertou sobre a idiossincrasia do mesmo, de modo que muitos mais tarde acharam pouco elogiosa.
O saloio será filiado do moçárabe, autóctone herdeiro de uma cultura hispano-romana que floresceu nos agri olisiponenses, segundo Cardim Ribeiro, de que restaram vestígios na toponímia(Monservia, Fontanelas, Janas, Godigana, etc).Segundo Sotto Mayor o saloio ou çaloyo, como dantes se escrevia, deriva de cala ou salah, oração, mas segundo David Lopes, em 1917, no seu estudo designado "Coisas arábico-portuguesas" o saloio derivará do árabe çahroi, cujo significado é homem do campo.
Sobre eles, escreveu Sotto Mayor:
“O saloio lava a cara só quando chove, se não está debaixo de coberta enxuta ,naturalmente porque tem medo de se constipar. O resto do corpo está virgem à água, se não lhe cairam algumas gotas quando foi baptizado. É tal horror que elle tem a este liquido para os usos de limpeza, que contaremos o seguinte facto.”
“Um empregado de justiça por lhe anoitecer longe de casa, ficou na habitação de um saloio casado, com filhos. Levantando-se de manhã, e não vendo em que se lavar pediu água: trouxeram-lh'a n'um alguidar, e um panno, que de certo tinha mui differente uso. Apenas o hospede começou a lavar a cara, os filhos que já estavam meio espantados de tantos preparativos, fogem a correr gritando: «oh mãe! oh mãe! olha o que elle está a fazer!!». Então a mãe para tranquillisar os pequenos ,disse-lhe com certo ar de sapiencia: «calem a bocca, tolos ,aquillo faz-se quase todos os dias na cedade. Por aqui póde-se avaliar quantas condições hygienicas não existem nos campos, aos quaes apesar d'estes e outros usos, ou para melhor dizer abusos immundos, não chega a colera nem a febre amarella.
A saloia quasi sempre é mais golosa do que o marido. Suspira pelo seu estado interessante, porque tem certo comer pão alvo e gallinha durante os trinta ou quarenta dias do regimento.
Para que venha em boa hora, é remedio seguido e mui usado collocar na cabeça o chapéu do marido,e nos hombros os calções do mesmo.Imagine-se pois,se é possivel, a posição caricata de uma mulher com taes ademanes, adornada com taes atavios,e no meio das evoluções e tregeitos a que a natureza a obriga. E o pobre do marido, desprovido do seu principal ornato,se não tem outro!
A epocha mais brilhante da sua vida é a do cyrio da Senhora do Cabo ou da Nazareth na sua freguezia. Aquelle que viu na sua parochia tres vezes qualquer das duas imagens, julga-se feliz, porque tem uma boa conta de janeiros.
O cyrio é que é tudo: e ahi que cada um mostra o valor da sua bolsa. Pouco importa o futuro: se se cobriu de poeira; comprou barretina nova á sua companheira, que não costuma torna-la a pôr; se fez casaca, que tem obrigação de viver os proximos vinte annos; e galopou para traz e para deante nas povoações, como qualquer ajudante de ordens n'uma parada
Nunca usa lenço, mas possue em compensação cinco dedos magnificos, e um cano de boa. O garfo é para elle a maior parte das vezes um traste inutil, porque lhe falta o geito de comer com este instrumento de civilisação.Se é forçado a isso, pega-lhe como se fosse um punhal; e depois de meter o bocado na bôca descansa-o no joelho Tanto nos casamentos como nos baltisados o arroz doce é o prato favorito do saloio. Não é porém uma ou duas travessas o que acommoda este manjar. Vem pratos que semelham coxes de cal, e cada conviva deve comer um que lhe pertence de facto e de direito, ou aliás, dizem elles, não faz a razão á festa Afora estes dias festivos trabalha o saloio como um boi mas come quasi sempre como três homens
O saloio que não chega a ter nome de grande lavrador, quando possue doze centos de mil réis é invejado dos visinhos como senhor de infindo cabedal; e morre na certeza que os filhos ficam arranjados. O saloio prefere sempre gastar com o enterro e não com o boticario; e d'ahi que lhe provem a repugnnancia aos remedios de botica. Toma muitas vezes o seu xarope que consiste em meia canada de vinho, allecrim, canella ,losna e assucar. Admira! mas isto em vez de o fazer arrebentar ,fa-lo transpirar muito, se não lhe produziu alguma desorganização impossivel de concertar. O nojo é singular. Logo que o doente se finou ,os parentes cobrem-se com mantas de lã(pretas e brancas geralmente)pela cabeça; e não deixam de sair a casa dos visinhos, á loja, ou a qualquer outro sitio. Atam um lenço em volta da cabeça com as pontas cahidas pelas costas, e conversam familiarmente acerca do acontecimento com uma resignação verdadeiramente estóica. Encontra-se isto nos maridos, nos paes, nos filhos, e até nos parentes mais remotos e amigos. Nunca chora o nosso concidadão, e rarissimas vezes o faz a concidadôa”.
Abaixo, recolha de fotos da zona saloia- já no século XX- com música e letra do poeta popular do Mucifal José Fernandes Badajoz 
 

sábado, 30 de julho de 2011

Cruzada contra o Islão começa em Sintra em 2012?

Tem vindo a ser profusamente divulgada na Net, e no You Tube em particular,  uma série de videos apelando a uma cruzada mundial contra o Islão, e clamando contra os perigos da "Eurabia" e necessidade de novos templários expulsarem os infieis que em sua perspectiva farão da Alemanha a Turquia do Norte ou da França a Nova Argélia. Existem videos em várias línguas e o dia do arranque de tal cruzada a nível mundial será em Sintra, a 21 de Dezembro de 2012 (por sinal a data que o calendário maia aponta como a do fim do mundo.)  Depois dos eventos na Noruega, é fácil ver, pela profusão de videos alojados, que se trata de uma corrente que entre certos segmentos da população faz o seu caminho, neste caso com Sintra como emblemático ponto de arranque. Abaixo, dois desses videos, mas muitos mais existem fazendo uma busca em "Sintra 2012" ou "sintra cruzade", da Austrália à Suécia, do Brasil a Espanha, apelando à acção dos novos templários que  após Poitiers  e a partir de Sintra irão repelir o Islão. À atenção de quem deve dar atenção...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mexem máquinas em Monte Santos


Estão em curso terraplanagens visando a construção em Monte Santos, em Sintra,no morro entre o Centro de Ciência Viva e o Hockey, de um hotel com 40 quartos e cerca de 30 moradias e espaços comerciais. Já há largos anos em perspectiva, o que antes começou por serem quatro loteamentos para habitações com obras de urbanização repartidas por quatro promotores, prevendo até cedência de terreno para estacionamento de apoio ao hóckey, acabou envolvendo a vertente turística, em zona que rompe o anel de protecção da zona verde prevista no Plano de Sintra e implicando sérias alterações ao impacto visual sobre a serra e os palácios. Todos estarão recordados do famoso loteamento do Abano, que em zona protegida polvilhou de casas uma zona nobre do parque Natural de Sintra-Cascais. O empreendimento agora licenciado, pode vir a ser a brecha que mais tarde virá a permitir a invasão da zona protegida, ultimamente em relativa paz, não por desistência dos promotores, mas tão só por o ciclo económico o desaconselhar.
Sempre se argumentou com a necessidade de rever o plano de Groer, que se aplica a esta zona desde 1949, tendo o próprio PDM de Sintra acolhido o mesmo. Está o mesmo em revisão, e sem que tenha entrado em vigor, ou sem discussão pública do seu conteúdo e propostas, avançou mesmo assim o dito projecto. São sempre altruístas as intenções no inicio: “dotar o concelho de equipamentos de qualidade”, “as árvores serão replantadas no final”, “são 400.000 euros de taxas”, etc. O resultado, será sempre irreversível e cicatrizante.
Já o ultimo relatório da UNESCO, apreciando a evolução na zona do Património Mundial, aconselhava particulares cuidados com a pressão para a expansão na zona tampão, pois aí se viriam a colocar os maiores perigos para a harmonia do conjunto classificado. Sintra, que este ano receberá a reunião da Aliança das Paisagens Culturais parece querer receber tais convidados com um imenso estaleiro de homenagem ao betão num dos pontos mais sensíveis, à vista (romântica, por certo) dos passageiros do eléctrico, que assim ganharão um novo ponto de interesse para fotografar, bucólico betão e  cimentado presépio de moradias.
Pode até o projecto ter obtido os pareceres necessários, e respeitar regras em vigor. Contudo, nem todas as regras são boas. Deveria  ter-se aguardado pela entrada em vigor (depois de discussão pública e participada) do novo Plano de Sintra, acolhendo sugestões e permitindo que um direito maior, o direito à imagem fosse respeitado em respeito aos fruidores do território. Nova novela, com próximos capítulos, por certo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Um norueguês na história de Sintra


Agora que se fala da Noruega pelos dramáticos eventos de 22 de Julho, ocasião para evocar um norueguês que ficou ligado à história de Sintra: Sigurd o Cruzado, conquistador de Sintra em 1109, muito antes da conquista em 1147 por Afonso Henriques. Foi rei da Noruega de 1103 a 1130,  um dos três filhos do rei Magnus III, todos de mães diferentes , mas embora todos bastardos tiveram direito ao trono à morte do pai. O período em que juntamente com seus meio- irmãos Oystein e Olaf governou a Noruega é tido como um período dourado, sobretudo pelo envolvimento de Sigurd nas Cruzadas.
Em 1098 acompanhou o pai, o rei Magnus, numa expedição às ilhas Orkney,e foi feito conde de Orkney nesse ano, após a conquista, tendo por essa altura igualmente sido feito rei da ilha de Mann, hoje britânica.
Sigurd, com 18 anos, liderou a Cruzada a Jerusalém, tendo sido o primeiro rei europeu a liderar pessoalmente uma cruzada. Organizou uma armada de 60 navios e um total de 6000 homens e saiu de Bergen no Outono de 1108, numa mescla de militares, camponeses e escravos
Aportou e saqueou no caminho as cidades de Vigo e Sintra(onde fundeou no Rio das Maçãs,na altura navegável até Colares),no seu caminho para a Palestina. Desta presença em Colares, escreve o autor Haldor Skvaldre(em inglês):

From Spain I have much news to tell
Of what our generous king befell.
And first he routs the viking crew,
At Cintra next the heathens slew;
The men he treated as God's foes,
Who dared the true faith to oppose.
No man he spared who would not take
The Christian faith for Jesus' sake.
Dali partiu para Lisboa, que igualmente conquistou aos mouros, para depois saquear,( tal como fez em Alcácer do Sal), e partir para a Terra Santa:
The son of kings on Lisbon's plains
A third and bloody battle gains
He and his Norsemen boldly land
Running their stout ships on the strand.
Depois de passagens nas Baleares e na Sicília,em Jerusalém foi recebido por Balduíno, rei de Jerusalém, tendo sido presumivelmente baptizado no Rio Jordão. Aí ajudou, em 1110, a conquistar a cidade de Sídon . Por ordem de Balduíno e do Patriarca de Jerusalém, Ghibbelin de Arles, foi-lhe dada uma relíquia da cruz de Cristo. Dali partiu para o norte de Chipre e Constantinopla .
Sigurd planeou voltar à Noruega por terra, mas muitos dos seus homens preferiram ficar às ordens do imperador de Constantinopla viajou depois vários anos através de inúmeros países europeus, tendo chegado à Noruega em 1111, onde seu meio irmão Oystein ficara como regente, e estabeleceu a capital em Konghelle hoje na Suécia. Em 1123 combateu pelo cristianismo em Smaland, onde os habitantes contestavam a religião. Durante o seu reinado, estabeleceu um imposto de 10% a favor da Igreja, e fundou a diocese de Stavanger.
Morreu em 1130 e foi enterrado na igreja de Hallvardskirken em Oslo. Como não deixou descendente varão, seguiu-se um período de guerras civis (entre 1130 e 1240).
Muita da informação hoje disponível sobre este rei guerreiro vem-nos da Heimskringla,a saga dos reis nórdicos, escrita por Snorri Sturluson em 1225. No séc XIX Bjørnstjerne Bjørnson escreveu um drama histórico baseado na sua vida com música de Grieg.Nas escolas da Noruega aprendem-se cantilenas do vencedor de Vigo e Sintra.
Entra assim um viking na História de Sintra, 40 anos antes da rendição aos mouros em 1147.