461.981 habitantes. É essa a população do concelho de Sintra reportada a 31 de Dezembro de 2010, 227.407 homens e 234.574 mulheres. Lisboa ainda é o primeiro concelho, mas só com 469.509 habitantes, menos de oito mil de diferença. Um concelho em ascensão. E o resto? Continuar-se-á a chamar área metropolitana ao que não passa de um conjunto de subúrbios disfuncionais?
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Novo blogue da Alagamares
Agora em http://alagamaresnews.blogspot.com o blogue Notícias da Alagamares, espaço dedicado à divulgação de eventos, iniciativas, causas, bem como todas as notícias de actualidade cívica ou cultural, reservando-se a página web da associação www.alagamares.net para os eventos e actividades exclusivos da vida e actividades próprias da mesma. Com actualização diária!
A Cultura e o novo Governo
No momento em que escrevo é ainda cedo para saber qual será no novo governo o enquadramento da área da cultura, embora a ditadura da Verba não deixe espaço para grandes veleidades. Creio porém que não é certo que sendo ministério tenha mais verbas ou competências do que noutro nível qualquer, pois tirando o detalhe psicológico de parecer ter dignidade política tal decorre muito da pessoa que ocupe o lugar ou da imaginação e destreza para com menos fazer mais ou gastar mais racionalmente. Importante é o reconhecimento de que aspectos há que não podem nem devem ceder com esta crise ou em quaisquer outras circunstâncias: a defesa da língua portuguesa, a preservação do património, enquanto memória e mais-valia turística e cultural e um sistema ponderado e partilhado com instituições privadas de apoio à criação e aos criadores. Concordo contudo, que efectivamente muitas das verbas até hoje destinadas à Cultura são sobretudo para despesas correntes, pagamento de funcionários e espaços burocráticos, alimentar estruturas que pouco serviço e resultados apresentam e por isso devem ser efectivamente reequacionadas, não cedendo ao corte pelo corte mas sendo selectivo, imaginativo e privilegiando a partilha de recursos e espaços físicos, de meios de divulgação e de optimização dos meios. No elencar de prioridades, importa sim que a pessoa ou pessoas a designar para o lugar tenham sobretudo um perfil de gestor com provas dadas em instituição do sector e sobretudo de diálogo e obtenção de consensos. Centremo-nos pois nos objectivos e nos meios e menos na semântica da designação. Creio mesmo que a Cultura deveria aglutinar serviços hoje dispersos pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, Economia, Educação ou Ciência, e também não vejo inconvenientes em que dependa do Primeiro-Ministro enquanto Secretaria de Estado. O essencial é o alcance das medidas e a eficácia na acção. A ver vamos.
Património Arqueológico de Sintra
Anta de Adrenunes
Como está o património arqueológico do concelho de Sintra?. Conhecem os sintrenses esses lugares? Quantas situações de abandono ou vandalismo por desconhecimento não se têm verificado?.A seguir, a lista completa do património arqueológico do concelho de Sintra:
Monumentos nacionais: a anta de Adrenunes, a anta de Agualva, a anta de Belas e o monumento pré-histórico da Praia das Maçãs, no Outeiro das Mós.
Monumentos naturais: o Monumento Natural de Carenque e as jazidas icnofósseis da Pedreira de Santa Luzia na Quinta de Santa Luzia, Belas
Imóveis de interesse público: a villa romana de Santo André de Almoçageme, a necrópole pré-histórica do Vale de São Martinho, as ruínas de São Miguel de Odrinhas, as ruínas da antiga barragem romana donde partia um aqueduto para Olisipo, ao quilómetro16,423 da estrada nacional n.º 250, o monumento megalítico do Pego Longo, em Belas, a calçada, ponte romanas e azenha na Catribana, S. João das Lampas e o conjunto megalítico da Barreira, em S. João das Lampas.
Imóveis em vias de classificação: o complexo arqueológico de Olelas, em Almargem do Bispo, o tholos da Praia das Maçãs, a villa romana de Abóbadas, em Vila Verde.
Do património arqueológico devem ser particularmente protegidos e preservados os seguintes sítios arqueológicos: a via romana da Centuriação Romana a noroeste de Assafora, a via romana que vem de Mafra para Olisipo (Lisboa) passando por Cortesia, Areias, Amoreira e Montelavar, a via romana Assafora-Catribana, a via romana São Miguel de Odrinhas-Faião; os sítios arqueológicos de Assafora (jazidas paleolíticas), o casale romano do Mato Tapado, o casale romano da Cabeça dos Sete Moios, a gruta com ocupação pré-histórica do Fogo dos Morcegos, a villa romana das «Cornadelas/Ermidas», o povoado da Idade do Cobre, em Pedranta, a estação proto-histórica na arriba da Samarra, a sepultura pré-histórica (Samarra), a estação romana (Cortesia), a necrópole medieval da Igreja de Nossa Senhora da Consolação (Assafora), a villa romana e necrópole visigótica (Torres-Casal de Pianos), ocasale romano (Pombal, o Camalhão - Casal de Pianos), o casale romano (Parede Bem Feita), a necrópole romana de incineração (Fetal), a estação calcolítica (Fetal), a estação medieval com ocupação muçulmana(Casal de Pianos), as jazidas neolíticas (Catribana), a azenha (Catribana), a ponte e calçada romana (Catribana),a estação romana e a necrópole romana (Castelo de Catribana), a estação romana (Areias), a gravura rupestre da Lage Erguida e jazidas paleolíticas (Magoito), a necrópole medieval e tardo-medieval da igreja matriz de S. João das Lampas e a necrópole medieval da Capela do Espírito Santo (S. João das Lampas), a estação pré-histórica das «Pedras Negras» (Bolelas), a villa romana (Amoreira), a estação proto-histórica (Pedras de Oiro),a estação romana (Cerrado Grande), os menires (Barreira), a estação neolítica, a estação da Idade do Bronze e a estação romana (Funchal), a villa romana, a necrópole romana, a necrópole medieval (S. Miguel de Odrinhas),a cidade romana (Faião), a villa romana e os menires (Rebanque), a estação neolítica da «Fonte Figueira» e de«Lafões» (Pedra Furada), a estação neolítica e calcolítica dos «Barruncheiros» e a sepultura proto-histórica do«Rei-Mouro» em Negrais, as jazidas paleolíticas (Praia das Maçãs), a estação epipaleolítica da «Praia do Magoito» (Magoito), a necrópole da Idade do Bronze do «Pinhal dos Cochos» e a necrópole romana dos«Espadarais» (Magoito), as jazidas paleolíticas (Praia da Aguda), a necrópole medieval e povoado pré-histórico(S. Mamede de Janas), a oficina de talhe de sílex (Gouveia), as ruínas da Ermida Medieval da Senhora do Ó e a villa romana (Pernigem), a anta das «Pedras da Granja» (Várzea de Sintra), a necrópole medieval da Capela de S. Sebastião e a necrópole tardo-medieval da Igreja Matriz de S. João Degolado (Terrugem), o povoado calcolítico (Alto do Montijo), a villa e a fonte romana (Armés), a estação romana (limites de Abremum), a necrópole medieval da igreja matriz de Montelavar (Montelavar), a estação neolítica calcolítica (Outeiro), a villa romana (Granja dos Serrões), o povoado proto-histórico do «Monte da Maceira» (Maceira), o campo de lapiás da Granja dos Serrões com ocupação neolítica e da Idade do Bronze, a estação paleolítica das «Terras das Cenouras» (Granja dos Serrões), a villa romana (Casal do Silvério), a estação do Paleolítico Médio (Várzea do Almargem), a necrópole tardo-medieval da «Igreja de S. Pedro» (Almargem do Bispo), o povoado e grutas com ocupação pré-histórica (Olelas), a reserva arqueológica compreendendo o tholos (sepultura pré-histórica)da Praia das Maçãs e outros vestígios pré-históricos e a aldeia medieval (Praia das Maçãs Norte) e a reserva arqueológica compreendendo o santuário romano «do Sol e da Lua», o fortim filipino (Praia das Maçãs Sul), as pistas de icnofósseis (Praia Grande), as jazidas paleolíticas (Praia da Adraga), a estação pré-histórica da«Adraga» (Adraga), a estação pré-histórica (Vinhas da Funcheira), a villa romana (S. André de Almoçageme), a aldeia medieval do Covão, a necrópole romana da «Ilha», no Pinhal da Nazaré, o «Castelo de Colares», a necrópole da igreja matriz de Colares e os silos medievais , a estação romana da «Quinta da Areia» (Mucifal), a villa romana do «Lugar do Mercador» (Mucifal), a necrópole moçarábica (Moinho da Torre), as ruínas do Convento Gótico do Carmo (Janas), o povoado pré-histórico (Castanhais), as estações pré-históricas, proto-históricas, romana e medieval (Sintra - vila), a gruta com ocupação pré-histórica(Sintra-Estefânea), a necrópole pré-histórica do «Vale de S. Martinho» (Sintra), a estação proto-histórica e romana (Santo Amaro), a villa romana das «Abóbodas» (Vila Verde), a villa romana, a igreja e necrópole medieval (S. Romão), o povoado pré-histórico (Cortegaça), as minas e estação romana(Monte Suimo), o Forte de Espinhaço ou da Roca, vulgo «Tribunal dos Mouros» (cabo da Roca), a anta de «Adrenunes», o santuário da Peninha e a estação proto-histórica (Peninha), a necrópole medieval (Milides, Colares), o tholos (sepultura pré-histórica) da «Bela Vista», (Quinta da Bela Vista), a estação pré-histórica(Capuchos), o tholos do «Monge» (Monge), o povoado calcolítico da «Penha Verde» (Quinta da Penha Verde),a estação pré-histórica (Parque da Pena), o povoado neolítico do «Castelo dos Mouros» - a estação proto-histórica do «Monte do Castelo» -, a estação muçulmana do «Castelo dos Mouros» (Castelo dos Mouros), a necrópole medieval da «Capela de S. Pedro de Penaferrim», a necrópole medieval da «Igreja de S. Miguel»,a necrópole medieval da «Igreja de S. Maria», a estação proto-histórica do «Monte Sereno» (S. Eufémia), o santuário pré-histórico do «Penedo dos Ovos» (Quinta da Penha Longa), a villa romana dos «Corrais do Chão» (Mem Martins), a gruta com ocupação pré-histórica (Rio de Mouro), a necrópole tardo-medieval da «Igreja de Nossa Senhora de Belém» (Rio de Mouro), a anta de Agualva ou do Carrasca(Agualva), a gruta e povoado proto-histórico, a villa romana e a necrópole visigótica (Colaride/Rucanes), a anta da «Pedra dos Mouros» (Belas), a anta da «Estria» (Belas), a anta do Monte Abraão (Belas), monumento megalítico de «Pego Longo», a pista de icnofósseis (Pego Longo), a necrópole tardo-medieval da «igreja matriz de Belas» (Belas), as ruínas de barragem romana (Belas), a villa romana de São Marcos (Cacém) e a estação proto-histórica (Massamá). São ainda património natural os sítios classificados do campo de lapiás da Granja dos Serrões e do campo de lapiás de Negrais.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Mistério na Vila Velha
Sintra Património Mundial tem palácios, museus,recantos, portentosas árvores testemunhas de muitas primaveras e inúmeros invernos. Mas infelizmente muito ressalta ainda a decadência de algum do seu património, para cultores do belo horrendo eventualmente inspirador, como Nosferatu em pedra, mas de todo o modo símbolo do pouco carinho que o património ainda inspira.Aqui fica um exemplo, aliás já batido: o desaparecido telhado do edifício do Café Paris. Até há cerca de um ano lá estava, com o aspecto que a foto abaixo documenta, péssima imagem para quem chegava da Volta do Duche, a inscrever como exemplo da impotência do Poder em obrigar a Fazer. Não se tendo restaurado, zás, solução expedita, tirou-se e pronto, remédio santo!. Um dia já ninguém se lembrará dele, que a memória é curta e a obra cara. Já agora porque não fazer o mesmo com a Gandarinha, o Bristol, a casa do Marquês de Pombal, as construções no fundo da Volta do Duche e o Hotel Neto?
Muitos trolls deambulam ainda soltos nas neblinas de Sintra, quem sabe foram eles quem roubou o telhado, afinal.A ver se como nos contos de fadas a história tem um final feliz e sem telhados de vidro.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
A Democracia enquanto reality-show
Não sendo comentador político, mas não sendo apolítico, gostaria de aqui deixar algumas notas sobre o acto eleitoral de 5 de Junho, apontando algumas ilações que dele (e dos últimos actos eleitorais, em geral), em minha opinião se devem extrair.
Em primeiro lugar, confirma-se a consolidação da abstenção como fenómeno endémico e que veio para ficar. Não chega o argumento de que o fenómeno é já corrente nas democracias ocidentais. A verdade é que descontando os abstencionistas e os que votam em partidos sem ser os vencedores, apenas 2,8 dos 10 milhões de portugueses ficaram representados no novo ciclo de governação, o que, não deslegitimando de forma alguma no plano das regras os vencedores da noite - estes ou outros, noutras ocasiões - dá que pensar, e, apesar de sempre que ocorrem eleições se falar da necessidade de reflectir sobre a abstenção e suas causas, a verdade é que contados os votos, deitados os foguetes e distribuídos os empregos ninguém volta a falar do assunto ou faz mea culpa, dando um contributo para a reversão da situação.
Os partidos em Portugal tornaram-se corporações de interesses e sindicatos de lóbis, divorciados da sociedade e agarrados a dogmas, capelas e clientelas, e aqui incluo até os da esquerda dita anti-sistema, no fundo também ela em busca de um sistema, diferente, mas sistema.
Toda a nossa cultura e praxis política carece porém de ser alterada, a começar nas mentalidades, algo difícil, pois até os jovens que se envolvem na política acabam por corporizar e encaixar no discurso dominante e suas representações formais, reproduzindo tiques e mimetismos das gerações anteriores e promovendo a cultura de facção, apesar das novas roupagens e recursos supostamente irreverentes e modernos, mas no fundo em tirocínio para mais do mesmo.
A causa para este estado comatoso deve ser procurada essencialmente na sociedade blindada e supérflua em que nos tornámos, atávica no maniqueísta apontar dos bons e dos maus, do permanente Benfica-Sporting( ou Porto…), reduzindo a política a um fait-divers ou concurso de simpatias. Ontem, uma televisão ao anunciar o vencedor da noite eleitoral, utilizou mesmo um sistema de gráficos acompanhado por música trepidante, procurando suscitar nos espectadores/eleitores um tipo de suspense semelhante ao usado no Big Brother, dramaticamente anunciando quem os portugueses tinham expulso da casa, como se eleições e política não passassem de mais um reality show em prime time….. Tudo espectáculo, e contudo, com total ausência de discussão das escolhas ou real debate de ideias , se é que ainda há ideias, mortos que estão os Ideais.
A sociedade portuguesa é avessa e diletante no que a um profundo e cirúrgico debate de ideias efectivamente respeita, deixando o debate político nas mãos de dois ou três grupos de media politicamente engajados e veiculando uma opinião publicada nem sempre traduzindo a verdadeira opinião pública, permeável ao tilintar de sound bites e chamando política às folclóricas arruadas que anunciam a chegada do circo à cidade. Daí que, instalado e larvar, o novo rotativismo vá secando o país que pensa, que tem ideias, que quer inovar, qual eucalipto invasivo neste pinhal à beira-mar plantado, capturado pelos rituais tribais, a emulação dos chefes, a domesticação dos conversos e a frenética venda de realidade virtual. Esse país continua por aprofundar, com ou sem eleições,e só quando o ciclo das claques sem cérebro se esgotar( se alguma vez se esgotar) e todos, transversalmente, oriundos daquilo que até há pouco se chamava esquerda e direita reflectirmos seriamente sobre o que somos e queremos, poderemos começar então a tentar mudar este país na sua essência, forças e fraquezas, para lá da mera troca de rostos e protagonistas. Tarefa difícil, porém aquela que vale a pena perseguir, por difícil ou ciclópica que seja.
Ontem, na liturgia do reality-show eleitoral, uns ganharam o poder, parabéns, outros perderam-no, para a próxima será, a verdadeira mudança, porém, está ainda longe de ganhar nas urnas (se o voto é a festa da democracia é tétrico celebrá-lo em urnas…) pois enquanto tal revolução de ideias e comportamentos não ocorrer, o Portugal que quer e tem de mudar ciclicamente ficará entregue às troikas do fado, como cadáver adiado e órfão da esperança.
Alguém porventura viu os partidos reunir com as universidades, organizar debates aprofundados, sentar a massa cinzenta à mesa a discutir soluções, e ouvir, argumentar, pensar o país real, para lá dos brejeiros beijos às peixeiras, as arruadas ruidosas e os comícios (e bebícios...) de bifanas e febras durante quinze esquizofrénicos dias?
Novos paradigmas precisam-se, auscultando a sociedade, deitando-a no psicanalista,aprofundando o diagnóstico. Não podem nem devem os sequiosos de mudanças ficar porém por aí ou mero protesto, nas acampadas folclóricas ou pelas páginas no Facebook. Mudar impõe uma atitude activa, não por reacção ao adversário ou sem saber para onde, arregaçando as mangas e interiorizando a verdadeira democracia virada para as pessoas e o seu anseio por felicidade e futuro. Esse o debate, essa a causa mobilizadora que a sociedade portuguesa ainda não levou a sério, sobretudo por tacanhez e fraqueza das suas anémicas elites, insistindo em não ver a floresta para além da árvore. Enquanto tal estado de coisas continuar, enquanto a forma se sobrepuser à essência, a abstenção e o divórcio dos cidadãos continuarão a aumentar e o país enfrentará o desencanto que perigosos chamamentos de sereia poderão um dia atrair para perigosos rumos.
PS- Este não é um texto de um pessimista. É apenas o texto de um optimista avisado.
domingo, 5 de junho de 2011
Legislativas 2011-Resultados de Sintra
Partido | % votos | nº votos | |
PSD | 31,8% | 55.614 | |
PS | 28,6% | 49.928 | |
CDS-PP | | 14,1% | 24.675 |
CDU | 9,4% | 16.344 | |
BE | 6,3% | 10.971 |
PAN | 1,6% | 2.716 |
MRPP | 1,2% | 2.175 |
PNR | 0,7% | 1.175 |
MEP | 0,5% | 911 |
MPT | 0,4% | 701 |
PPM | 0,4% | 643 |
PPV | 0,2% | 424 |
PTP | 0,2% | 411 |
PND | 0,2% | 309 |
P.H. | 0,2% | 284 |
POUS | 0,2% | 256 |
Os presidentes da Câmara de Sintra
Nos últimos 50 anos Sintra conheceu 11 presidentes da Câmara Municipal. Antes do 25 de Abril, o cargo não era electivo, mas por nomeação, sendo os presidentes geralmente da confiança do partido único, a União Nacional.
Desde 1958, e substituindo César Moreira Baptista (1953-1958) ocupou o cargo o prof. Joaquim Fontes, médico e homem de cultura. No seu tempo, o Hóquei Club de Sintra foi campeão de Portugal em hóquei em patins e Nafarros, S.João das Lampas e Gouveia inauguraram a luz eléctrica. Morreu no cargo, de doença súbita, em 10 de Setembro de 1960.
Sucedeu-lhe o Visconde de Asseca, D. António Correia de Sá,(1961 a 1968), período no qual as relíquias de D.Nuno Álvares Pereira vieram a Sintra, foi inaugurada a iluminação pública no Largo Rainha D.Amélia, na Vila Velha, e abriu o Hotel das Arribas( tudo em 1961).
Em 1962 foi criada a freguesia de Algueirão-Mem Martins,por influência de Isaías Paula, João Cordeiro e Francisco Fernandes entre outros, Lourel de Cima inaugurou um chafariz público, em Maio decorreu a inauguração da Tabaqueira, das novas instalações do Hóquei Clube de Sintra e do Colégio D. Afonso V, já em Outubro.
Em meados da década começa a urbanização de zonas como Algueirão e Rio de Mouro e abre o Hotel Miramonte, em Colares. Por essa altura se inauguraram igualmente as piscinas da Praia Grande e a estrada Várzea de Sintra-Fachada. Infausto, um incêndio na serra de Sintra em Setembro de 1966 provocou 25 mortos entre os militares que o combateram, e em Novembro de 1967 as cheias na zona de Lisboa afectaram Cacém, Belas e Queluz provocando 12 mortos na região de Sintra.A 10 de Janeiro de 1968, aos 67 anos o presidente da Câmara D.António Corrêa de Sá, visconde de Asseca, presidente desde 1961 e vereador de 1947 a 1960,testamenteiro de D.Manuel II e sua esposa Augusta Victória e chamberlain da rainha D.Amélia já no exílio, morre, de doença prolongada.
Em meados da década começa a urbanização de zonas como Algueirão e Rio de Mouro e abre o Hotel Miramonte, em Colares. Por essa altura se inauguraram igualmente as piscinas da Praia Grande e a estrada Várzea de Sintra-Fachada. Infausto, um incêndio na serra de Sintra em Setembro de 1966 provocou 25 mortos entre os militares que o combateram, e em Novembro de 1967 as cheias na zona de Lisboa afectaram Cacém, Belas e Queluz provocando 12 mortos na região de Sintra.A 10 de Janeiro de 1968, aos 67 anos o presidente da Câmara D.António Corrêa de Sá, visconde de Asseca, presidente desde 1961 e vereador de 1947 a 1960,testamenteiro de D.Manuel II e sua esposa Augusta Victória e chamberlain da rainha D.Amélia já no exílio, morre, de doença prolongada.
Sucede-lhe em Abril de 1968 o coronel Joaquim Mendonça Duarte Pedro, antigo governador de Cabo Verde . Nesse período surge a electrificação do campo de jogos do 1º de Dezembro, a iluminação pública em Sacotes, a luz eléctrica em Campo Raso e na Ulgueira, abrem o grémio da Lavoura de Sintra e a ponte de Colares, ergue-se a antena de televisão de Janas , realiza-se a I Feira Agro-Pecuária de S. João das Lampas, em Colares ocorre a milionária festa Schlumberger. A 3 de Julho de 1969, pouco mais de um ano depois, o coronel Duarte Pedro demite-se.
É então a vez de António Pereira Forjaz, antigo presidente do Sport União Sintrense e figura da vida local, que exerceu o lugar a partir de Janeiro de 1970.
Durante o seu mandato, que durou até ao 25 de Abril de 1974, foi inaugurado o Bairro Administrativo de Queluz e o posto de turismo do Cabo da Roca, a luz eléctrica em S. Marcos, as novas instalações da Biblioteca de Sintra no Palácio Valenças, o posto de correios da Praia das Maçãs. João Pimenta inicia a urbanização intensiva na zona de Sintra com as construções J.Pimenta e ganham regularidade os Encontros de Sintra.
Durante o seu mandato, que durou até ao 25 de Abril de 1974, foi inaugurado o Bairro Administrativo de Queluz e o posto de turismo do Cabo da Roca, a luz eléctrica em S. Marcos, as novas instalações da Biblioteca de Sintra no Palácio Valenças, o posto de correios da Praia das Maçãs. João Pimenta inicia a urbanização intensiva na zona de Sintra com as construções J.Pimenta e ganham regularidade os Encontros de Sintra.
Depois do 25 de Abril, só a 14 de Junho, toma posse uma Comissão Administrativa, composta por José Alfredo Costa Azevedo (presidente) José Joaquim de Jesus Ferreira, Aristides Campos Fragoso, Lino Paulo, Jorge Pinheiro Xavier, Cortêz Pinto, Álvaro de Carvalho, Manuel Monteiro Vasco,Carlos Quintela, António Manuel Carvalheiro, Manuel Maximiano e Mário Barreira Alves.
Foi um período conturbado e de mudanças. Em Maio de 1975 procedeu-se à inumação das cinzas de Ferreira de Castro na serra de Sintra e em Junho desse ano à inauguração a estátua de D.Fernando II no Ramalhão, tributos pelos quais se bateu José Alfredo Costa Azevedo. José Alfredo abandona a Comissão Administrativa em Fevereiro de 1976, agastado, ficando no seu lugar até ás primeiras eleições autárquicas, em Dezembro desse ano Cortêz Pinto.
Inicia-se então o período democrático regular, com vereações eleitas por 3 anos e a partir de 1985 para mandatos de quatro.
A 12 de Dezembro de 1976, o tenente-coronel Júlio Baptista dos Santos foi eleito primeiro presidente da câmara depois do 25 de Abril e Maria Barroso presidente da Assembleia Municipal(depois substituída por José Valério Vicente).
O PS elegeu 6 vereadores ( Júlio Baptista dos Santos, Rui Fonseca ,Sérgio Melo, Alcides Matos, Oliveira Barbosa e Valério Chiolas) a FEPU 3(Lino Paulo, Cortêz Pinto e Mário Alves) o PPD 1(Eduardo Lacerda Tavares) e o CDS 1(Fernandes Figueira).
Nesse período foi inaugurada em Mem-Martins a cooperativa de ensino A Papoila e o miradouro de Santa Eufémia. Em Setembro de 1977, o Museu Anjos Teixeira. Em 1978, a Academia da Força Aérea na Granja do Marquês.
Em Dezembro de 1979, o despachante alfandegário José Lopes é eleito presidente da CMS pela AD. Nesse inicio da década de oitenta, Sintra assistiu a um crescimento ainda moderado do urbanismo e das zonas urbanas, a par das preocupações com a protecção da serra e o litoral. Politicamente a década foi marcada por gestões autárquicas da Aliança Democrática com forte presença da Aliança Povo Unido na gestão da CMS.
Na Câmara presidida por José Lopes foram vereadores Lino Paulo, Júlio Baptista dos Santos, Germano Coutinho, Jaime da Mata, Machado de Souza, Mário Alves, Teves Borges, Jaime Alcobia, Frederico Estêvão e José Valério Vicente. Jaime Figueiredo Gonçalves foi presidente da Assembleia Municipal. Por esses dias foi inaugurada a sede da Associação de Comerciantes de Sintra, na Estefânea, e o polémico Hotel Tivoli, na Vila. Foi criada a Área de Paisagem Protegida de Sintra-Cascais e inaugurados a escola primária da Várzea de Sintra , o Museu Ferreira de Castro e a Repartição de Finanças do Cacém, entre outros melhoramentos.
Em Dezembro de 1982, é a vez de Fernando Tavares de Carvalho da AD vencer as eleições autárquicas com 37294 votos, ficando a APU a 1500 votos com 35790. Foram vereadores Lino Paulo, Raúl Curcialeiro, Salvador Correia de Sá, Jaime da Mata, Correia de Andrade, Hermínio dos Santos, Vera Dantas, Fernando Costa, Megre Pires e Felício Loureiro. Joaquim Bento Sabino presidiu à Assembleia Municipal.
Tavares de Carvalho cumpriu dois mandatos, até Dezembro de 1989, período no qual renasceu o Instituto de Sintra, com António Pereira Forjaz como presidente e Francisco Costa presidente da Assembleia Geral, abriu a estação dos correios da Portela de Sintra e ocorreram as calamitosas cheias de 1983. A Câmara aprovou a primeira fase das urbanizações do Grajal e de Fitares, com projecto inicial de 2000 fogos e foi lançada a primeira pedra do Hóquei Clube de Sintra em Monte Santos, inauguradas escolas primárias na Portela de Sintra, Magoito e Lourel. A vida cultural teve algum realce, na década, com o aparecimento do grupo de teatro CIDRA, o I Encontro de Poetas Populares do Concelho de Sintra ou o Congresso Internacional do Romantismo. Em Dezembro de 1985 a AD(PSD/CDS) volta a ganhar as eleições autárquicas, com 32181 votos sendo Fernando Tavares de Carvalho reconduzido, a APU de Lino Paulo ficou a 700 votos com 31469. O brigadeiro Machado de Souza foi eleito presidente da Assembleia Municipal de Sintra. Neste segundo mandato, a Rádio Ocidente inicia emissões, é criado o GRAUS com vista à recuperação do centro histórico de Sintra, nasce a CHESMAS -Cooperativa de Habitação Económica, e o teatro Chão de Oliva, impulsionado por João Melo Alvim e Maria João Fontaínhas. Decorrem as I Jornadas de Teatro de Sintra, participando grupos como Os Filhos do Povo, de Montelavar, o Teatro da Sociedade, de Sintra, Masgiruz, de Queluz e outros, e nasce a Orquestra Regional de Colares, sob inspiração de David Tomás e Fernando Moreira.
Em 1988 Algueirão-Mem Martins é elevada a vila e é criado o Instituto D.Fernando II. A Assembleia da República aprova a criação da freguesia de Pêro Pinheiro e Sintra gemina-se com a cidade marroquina de El Jadida (antiga Mazagão), abre a Escola Profissional de Recuperação do Património.
Tavares de Carvalho cumpriu dois mandatos, até Dezembro de 1989, período no qual renasceu o Instituto de Sintra, com António Pereira Forjaz como presidente e Francisco Costa presidente da Assembleia Geral, abriu a estação dos correios da Portela de Sintra e ocorreram as calamitosas cheias de 1983. A Câmara aprovou a primeira fase das urbanizações do Grajal e de Fitares, com projecto inicial de 2000 fogos e foi lançada a primeira pedra do Hóquei Clube de Sintra em Monte Santos, inauguradas escolas primárias na Portela de Sintra, Magoito e Lourel. A vida cultural teve algum realce, na década, com o aparecimento do grupo de teatro CIDRA, o I Encontro de Poetas Populares do Concelho de Sintra ou o Congresso Internacional do Romantismo. Em Dezembro de 1985 a AD(PSD/CDS) volta a ganhar as eleições autárquicas, com 32181 votos sendo Fernando Tavares de Carvalho reconduzido, a APU de Lino Paulo ficou a 700 votos com 31469. O brigadeiro Machado de Souza foi eleito presidente da Assembleia Municipal de Sintra. Neste segundo mandato, a Rádio Ocidente inicia emissões, é criado o GRAUS com vista à recuperação do centro histórico de Sintra, nasce a CHESMAS -Cooperativa de Habitação Económica, e o teatro Chão de Oliva, impulsionado por João Melo Alvim e Maria João Fontaínhas. Decorrem as I Jornadas de Teatro de Sintra, participando grupos como Os Filhos do Povo, de Montelavar, o Teatro da Sociedade, de Sintra, Masgiruz, de Queluz e outros, e nasce a Orquestra Regional de Colares, sob inspiração de David Tomás e Fernando Moreira.
Em 1988 Algueirão-Mem Martins é elevada a vila e é criado o Instituto D.Fernando II. A Assembleia da República aprova a criação da freguesia de Pêro Pinheiro e Sintra gemina-se com a cidade marroquina de El Jadida (antiga Mazagão), abre a Escola Profissional de Recuperação do Património.
Chega Dezembro de 1989 e o industrial e comendador João Francisco Justino é eleito presidente da Câmara como independente pela lista PSD/CDS, com 34% dos votos.A CDU teve 31% e o PS 29%.
Da nova Câmara faziam parte Rui Silva, Ferreira dos Anjos, João Carlos Cifuentes, Lino Paulo, Jaime da Mata, Felício Loureiro, Vera Dantas, Correia de Andrade, Álvaro de Carvalho e Pinto Simões. Rómulo Ribeiro é presidente da Assembleia Municipal.Decorre a I Trienal de Arquitectura de Sintra, inaugura-se o novo relvado do Sintrense, mas ao longo do ano de 1990 degrada-se a relação entre o presidente Justino e o vereador do CDS Ferreira dos Anjos, originando sindicâncias à Câmara de Sintra, até que em Outubro desse ano o PSD lhe retira o apoio político. Abre o mercado de Mem Martins e surge a cooperativa cultural Veredas. Depois dum período conturbado João Justino perde o mandato no Tribunal Administrativo, sendo substituído em 1992 pelo vice-presidente Rui Silva, do PSD, que completou o mandato, no meio de alguma turbulência política.
Em 1994 e até 2001(2 mandatos) ocupou a presidência a socialista Edite Estrela, num período em que Sintra subiu a Património Mundial da Humanidade, se concluiu o IC-19, abriram o Centro Cultural Olga de Cadaval e o Museu de Arte Moderna, a Câmara adquiriu a Quinta da Regaleira e foi criado o Parque Natural de Sintra-Cascais.Sintra tem agora 20 freguesias e roça os 400.000 habitantes.
Foram vereadores nesse período Álvaro de Carvalho, Pinto Simões, Lino Paulo, Estrela Ribeiro, Viegas Palma,Fausto Caiado,Matos Manso, Rui Pereira, Baptista Alves entre outros. Fernando Reino e Jorge Trigo presidiram à Assembleia Municipal.
Em Janeiro de 2002 o social-democrata Fernando Seara venceu as eleições, ocupando o lugar pela terceira vez, com mandato até 2013.Foram vereadores neste período Marco Almeida, Luís Patrício, Lino Ramos, Ana Duarte, Paula Simões, Luís Duque, Baptista Alves, Guadalupe Simões, João Soares, Ana Gomes, Rui Pereira, Domingos Quintas, Eduardo Quinta-Nova e Ana Queirós do Vale. Ribeiro e Castro e Angelo Correia foram presidentes da Assembleia Municipal. Neste período tem-se vindo a dar a transferência para a câmara de muitas competências na área da educação, sendo a prioridade orçamental a acção social, numa altura em que Sintra se encontra à beira de destronar Lisboa como primeiro concelho do país, um dos mais jovens e multiculturais.Sintra aderiu à Aliança das Paisagens Culturais e surgiu a Parques de Sintra-Monte da Lua como gestora da área do património mundial, inaugurou-se o Centro de Ciência Viva, a Casa Mantero e o novo Tribunal, o Museu de História Natural e a Casa de Cultura de Mira Sintra.
sábado, 4 de junho de 2011
Sintra Rural- Os dias do Ramisco
Um vídeo sobre a vida dos trabalhadores rurais em Sintra nos anos trinta, na faina do ramisco. Música e letra da canção de José Fernandes Badajoz, poeta popular do Mucifal.
O Salão de Galamares, glória nos anos 20
Existe em Galamares um cineteatro datado do princípio do século, onde durante anos, mercê da generosidade do visconde de Monserrate se realizaram récitas musicais, teatro amador, cinema, etc, num espaço romântico de fim de século, com balcão e plateia, decorado com pinturas murais e baixos- relevos.
O restauro deste espaço é importante. Trata-se do único espaço público de Galamares, ali tocou Viana da Mota em 1923,e se fez teatro desde 1920. Sobre o mesmo teatro e sua actividade, escrevia o “Ecco Artístico” em Dezembro de 1924:
“Todos os que frequentam a pitoresca villa de Cintra conhecem o verdejante logarejo de Gallamares, na estrada nova de Collares.Situado entre quintas e prados floridos, a sua disposição é lindíssima, apresentando toda esta região um aspecto rústico e cheio de frescura, que caracteriza o nosso campo.
Pois n’esta pequenina aldeia, semi escondida entre arvoredos, existe um theatro há pouco construído, digno de ser anotado nas colunas do Ecco(….).A ideia da construção do theatro data de 1916.O Sr Guilherme Oram, intelligente administrador das propriedades do Visconde de Monserrate é a alma d’esta iniciativa artística. Grande amante de tudo o que se relacione com o theatro, já há muitos annos que nas épocas das ferias da escola de Monserrate organisava recitas no salão d’essa escola, recitas em que se representavam comedias mais ou menos applaudidas. D’essas noites bem passadas veio a verdadeira origem da construcção d’um pequeno theatro onde se podessem entreter as principaes famílias d’aquelles sítios,aliando-lhe o sympatico fim de tirar os operários das vias do jogo e da taberna, por isso que lhes proporcionava um passatempo agradável, pois Guilherme Oram pensou e pensa em organizar um orpheon para aquella gente humilde e trabalhadora poder cantar os cânticos das nossas províncias, as quadras nascidas na alma triste e romântica do nosso povo.
O theatro em pouco tempo appareceu, tendo trabalhado n’elle com raro denodo os operários de Monserrate, sob a direcção de Guilherme Oram.Antonio Graça, mestre dos pintores da casa Monserrate, pintou os panneaux da salla e o panno de boca. Infelizmente, este artista morreu pouco tempo depois da inauguração do theatro.Os restantes scenarios teem sido pintados por Júlio Fonseca e Garibaldi Martins, que teem demonstrado muita habilidade e fino gosto.
O sr.Oram com o seu ideal artístico assim realizado, tem organizado recitas muito interessantes, e já neste theatro deu um recital de piano o pianista Vianna da Motta.
O verão passado fomos pela primeira vez ao theatro Monserrate, em uma noite em que se representou uma revista em 2 actos e 3 quadros, intitulada Sem pés nem cabeça, critica engraçada aos costumes e pessoas conhecidas de Cintra, original de José Teixeira. Este novel escriptor soube produzir uma revista cheia de ditos engraçados e de profunda critica, sem nunca usar d’um termo picante, obsceno, caso raro entre nós!
Todos os amadores representaram com distinção, tendo havido números muito bem cantados; no entanto, devemos destacar D.Lily Pereira Teixeira, D.Delfina Domingues, D.Umbelina Silva, D.Amalia Cardoso, Jose Teixeira, Francisco Cardoso e Urbano James.
Guilherme Oram
Os compéres foram Guilherme Oram e Eduardo Fructuoso, que mais pareciam artistas feitos do que simples amadores.
A sra D.Maria do Carmo Cunha Fructuoso acompanhou no piano todos os trechos da revista, com a maxima correcção.
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