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terça-feira, 10 de março de 2015

Periferias, uma nova centralidade


Pela quarta vez, e sob a égide inspiradora do Chão de Oliva, está a decorrer em Sintra o Periferias- Festival de Artes Performativas de Sintra. Enquanto espaço aberto à globalização, é Sintra o ambiente natural e matricial de eleição para um festival desta natureza, partilhando a magia das artes performativas nos vários falares do Português, seja aquele mais sentido e interiorizado das brumas atlânticas da Europa, seja esse outro mais açucarado e matizado, produto da aventura de ser português.
O espaço da lusofonia é a nossa Casa Comum, e ao Chão de Oliva tem cabido de forma pioneira dar corpo aos sonhos e levar à prática a construção de parcerias no campo das artes de palco, numa afirmação colectiva profícua e que se quer enraizar, de braço dado com aqueles que por estes dias vieram ao nosso encontro.
O Periferias é já um evento incontornável no mapa cultural de Sintra. Está a crescer, e cresce de forma pensada e segura, suscitando preocupações, confrontando visões do mundo, juntando pessoas com coisas para dizer, partilhar, e ensinar, numa àgora de falantes interventivos e activistas da palavra dita, incensando-se o Verbo que é  o nosso, e potenciando parcerias, na mais pura e eficaz forma de diplomacia que é a das pessoas, das emoções e das tradições.
Periféricos nos reencontramos, mas dessa constatação se poderá partir para a construção de novas centralidades, as da união em torno de fios condutores que aproximam os povos, criam novas rotinas e abrem caminhos que já antes foram percorridos e que a História por vezes ofuscou, confundindo identidades e desnorteando horizontes.
Vindos de Portugal, S. Tomé, Brasil ou Moçambique, durante duas semanas nos unirá a palavra dita e a emoção declamada, a tonitruante experiência de outros palcos em lutas pela sobrevivência, ou por uma legítima afirmação. Obrigado, João de Mello Alvim!

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